Blogando a vida de Au Pair

E a vida continua uma caixinha de surpresas.

Sempre quando eu entro no msn vem um goiaba que vem me cobrar "Vai atualizar o blog não? Tem que atualizar"...
Mano, eu atualizo o blog quando eu quiser, esse blog é meu e as ideias são minhas. Chá criatividade não dá em árvore e ainda não existe...só se eu fumasse maconha, aí sim, mas não é o meu caso, eu não fumo.
Pra contar a verdade eu nem tenho novidade pra contar todos os dias e estou evitando ir para San Francisco, agora que é época de chuva não vai ser nada legal andar por lá e escorregar de bunda em uma poça de água.
Quando a coisa ( no caso eu) começa, não tem madeira que isole, não tem simpatia, nem santo desatador de nó de marinheiro, menos ainda das causas impossíveis que torne possível a sorte sorrir para mim.
É obvio que estou falando de San Francisco, cidade que conspira contra mim, sempre.
O dia (11/12) começou indo para SFO com a Nayra, era o último fim de semana dela nos USA, o ano dela como aupair acabou e ela voltou na terça seguinte para Brasília. Por um instante, Nayra quase nem voltava viva para o Brasil, como diz o ditado: "Mulher no volante, perigo constante"
Não tente imaginar o perigo quando a mulher do volante sou eu, ainda mais em SFO.
O trânsito da cidade é um pouquinho agitado, algumas ruas complicadas, cheios de becos, ruas sem saídas e nunca se sabe quando a rua é de sentido único ou duplo, menos ainda o que é mão ou contra mão...sigo na contra mão.
Estamos andando pela rua, procurando as "Ladies Painted Houses" quando eu vejo uma placa de DO NOT ENTER.
Aviso ou não aviso, foi a mesma coisa que "Abestada, entra aqui ó ". A placa tá aqui só pra enfeitar a cidade.
Nice, Joyce, agora sai do carro que você está andando no TRILHO DO METRO. Olha, uma luzinha no fim do túnel...o quê será que é, hein?  Um povo meio maluco começou a pular, fazer gestos, e eu entendendo nada, foi aí que a Nayra deu um grito "Sua louca, tá entrando no túnel do trem, sai já daqui, anda".
Me deu o maior susto, não precisava ter gritado daquele jeito. Pensa bem, eu poderia ter batido a traseira do carro em uma das placas que estavam atrás do carro uma vez que dei ré de sopetão.
Não gosto de coisas no susto, fico toda despentelhada e sem rumo do que fazer quando isso acontece.
Agora eu aprendi, sempre que eu ver uma placa em letras GARRAFAIS vermelhas escrito DO NOT ENTER, eu não vou entrar, mas vou ficar morrendo de curiosidade pra saber o que é que tem ali que não deixam nem eu entrar pra ver.

Não bastasse acontecer isso, a noite voltei para Sfo para a despedida dela. Eu não sabia onde era o local, pedi então para uma das meninas me esperar que eu ia seguindo, segui e no meio do caminho o carro da Parpis apaga, nada funcionava. A nossa "sorte"foi que conseguimos empurrar o carro até o estacionamento que estava na frente. Não consegui ir na festa de despedida da menina, que estava muito perto de mim.
Acordar com o pé esquerdo? Tenho a leve sensação que não só o pé e sim o corpo todo acordou voltado para o left side.

Tivemos também a semana do quebra-quebra aqui na casa. Tudo começou quando meu host foi dar uma de meninão pulando no trampolim da empresa e acabou deslocando o ombro, ficou com o ombro e o braço imobilizados, sendo então impedido de fazer qualquer coisa com a mão direita. 
Ih, já vi tudo, vou virar aupair do host "Joyce, can you help me? Joyce, could you please do it, do that" Joyceeeeeee, terminei de fazer xixi, balança?"
Logo depois o portão eletrônico foi quebrado pelo vento e por fim o microondas...tudo poderia ter quebrado, menos o microondas.

Desenhando com o caçula, coloquei algumas músicas infantis para tocar e notei que as canções infantis do cancioneiro popular são cheias de tragédias, né? Liguei o Sonos e selecionei algumas músicas e só se ouvia desgraças.
Cai, cai, balão, cai aqui na minha mão ( masoquismo)...Não cai não...cai na casa do sabão..Cai na minha casa não, balão, cai na casa do vizinho, ele que se foda.
Sambalele estava doente, com a cabeça quebrada, mesmo assim precisava levar umas lambadas ao invés de ir no médico -  Isso me faz lembrar um fato que aconteceu na minha família. Meu irmão caçula se afogou na praia o salva-vida resgatou, o moleque nem se recuperou e já estava apanhando da minha mãe.
Fui no cemitério, tério tério tério, era meia noite, oite,oite. Que diacho uma criança foi fazer lá essa hora?
Na capelinha de melão, São João dorme, e a pivetaiada mardita do cu riscado vai lá fazer pirraça para o velhinho com alzheimer acordar, "acordai, acordai, João", tadinho.
E o mais "bão de peor" ainda é o boi da cara preta..."pega essa menina que tem medo de careta". Algumas pessoas insistem em cantar quando a criança vai dormir, visualiza.
Cantada devagarzinho, como se não fosse o bastante ter que ouvir essa sinfônia do capeta, a mãe ou pai imendam um "Dorme neném, que a cuca vem pegar" papai foi para a roça, a mamãe foi trabalhar. 
A criança pensa "Eu vou me foder mesmo que é que tem eu não dormir? Vou ali passar um hipoglós no toba e esperar o nabo entrar". Papai tá na "roça" mas não tá mais fudido que eu, que vou sonhar com a cuca fazendo montaria no boi da cara preta na festa de peão de Barretos - Pensa a criança, coitadinha, que por isso vai enfrentar anos de terapia por ter o furico frouxo demais que não segura a caganeira, tudo culpa das vezes que o papai cantava essa musiquinha lazarenta. Coitada da criança que não vai poder tomar nunca um Activia e não vai saber como é bom ter todas as pregas intactas e o toba ressecado.
Dá pra ferrar um pouquinho mais, sempre...cantando no ritmo do axé music.
Ah, sei lá, essas músicas eram na minha época, hoje em dia nem sei se ainda é cantada. Atualmente as crianças são tão avançadinhas e libidinosas que eu não duvido que o "atirei o pau no gato" deve ter virado "Enfiei meu pau no gato-to-to, mas o gato nem ligou-ou-ou, foi ai- i-i que eu me toquei-quei-quei que o gato, que o gato era gay".
Ronaldo! Depois cresce e não sabe a diferença de um travesti e mulher.

Ai, caramba, postei e esqueci de colocar algumas fotos das casas que visitamos.



Quer saber da história? Pesquisa no Google, pô.










Querido Diário,


Eu não tenho um diário mas é assim que as meninas adolescentes começam um diário.
Confesso que fui adolescente, e eu tive um diário que foi a minha primeira babaquice de tantas outras que eu cometeria.
E sabe o que é pior que tudo isso? É a ingênuidade sem tamanho que eu tinha em acreditarque aquele cadeadozinho mequetrefe filho de uma putinha do exército protegeria com sete chaves o que eu escrevia.
O pior maior é confessar que eu sou panguá desde os treze anos e que mesmo depois de tomar no cu por conta desse diário eu ainda teimei em continuar escrevendo nele, só que dessa vez, a escrever na linguagem dos bobocas, "P" "Phopje peu pfui pna pcapsa pda pferpnanpda pe peu pvi po pirpmao pdepla, pai pque plinpdo pque peple pesptapva"...
Putz, dava um trabalho do cacete escrever essa merda.
Meu, eu me pergunto sempre e sinto vergonha alheia ( como se eu não fosse eu). Queria saber o motivo de eu não ter sido uma adolescente comum que comprava Capricho, Atrevida, Antenada e se juntava com as amigas para dançar o Tchan, ou ouvir aqueles pagodinhos mela-cueca, meio "Katinguele".  Porque é que eu fui gostar de Hanson ao invés de Back Street boys? E o pior, por qual diabos eu fui gostar de Brad Pitt e mandar uma cartinha para o Fan Club dele pra me afiliar àquelas doidas histéricas e ainda durante anos servir de chacota pelas pessoas que descobriram minha cartinha? O.o
Depois disso eu resolvi parar de gostar de gente que só queria o meu dinheiro e nem conhecia minha existência e daquelas que embora saibam e conheçam a nossa existência insistem em ignorar e somem sem mais, e nem ao menos tem coragem de dizer "tchau". Ops!

Minha mãe, certa vez foi fuçar o meu quarto e achou o meu diário com a foto de um menino - que na época eu achava lindo, mas hoje o cão chupando manga é mais sensual que ele - e não contente em ler os meus segredos ainda foi mostrar para a vizinha que tinha um filho fofoqueiro do cacete ( aprendiz do meu pai) que foi correndo bater com a língua nos dentes para o desafortunado desprovido de beleza que eu gostava dele, fato esse que deixou o garoto extremamente irritado.
Acho que ele não gostou de saber que a menina do cabelo dos Jackson's Five gostava dele. Pelo menos o meu tórax não era amassado, minha cabeça não tinha o formato da chapada diamantina e eu não tinha irmãs que falavam pelo nariz - puta que pariu, eu tinha ( e ainda tenho) cada gosto.
Depois dessa minha fase melação, eu resolvi colocar os pés no chão e a cabeça no lugar e virei o que segundo Marília Bombardi me descreve "delicada feito um elefante de ressaca em loja de cristal procurando um espelhinho..."
Graças ao PAI, essa minha fase de menina melosa passou depois que eu fui para a escola pública, demorou, mas depois dos quinze eu resolvi fazer piada com a cara de todo mundo e ser nada menos delicada.

Como escrito no post anterior, fiquei dez dias com os pequenos, os pais foram para a Etiopia pra acertar a papelada do quinto elemento que chega aqui no dia 23/12....Eba, agora eu tenho cinco "nêgo" para carregar de cavalinho e  pra fazer peso no "booooooolinho na Joyce". Nice, que divertido vai ser eu passar as próximas décadas na terapia e na fisioterapia tentando colocar as costas no lugar, lembrar da época em que eu queria porque queria ser aupair e tomar no copinho pra fazer vácuo no toba, porque o nabo é grande e grosso entrando sem vaselina rompendo todas as pregas do furico. Ah, isso sim que é tomar no toba com classe e de uma só vez.
Eu podia "estar" matando, roubando bancos, rodando bolsinha na esquina, podia continuar trabalhando no mesmo emprego que eu odiava, mas não, a labareda de fogo que que queima no meu toba me mandou ser aupair e como a minha consciência está na bunda eu acabei fazendo merda e cá estou. Joyce, você é mesmo um bicho marmota.
Quando me avisaram que eu teria dez dias com os pequenos eu nem achei tão ruim assim ( nariz crescendo), eles são educados e não tenho problemas com eles, mas quando me disseram "A minha mãe vai ficar aqui e ajudar" eu pensei "Fodeu" e eu vou tomar naquele lugar bonitinho.
Pra melhorar a situação o clima da cidade não estava para passeio, chuva, vento e muito frio. O resultado disso foi quatro mini gangsters entocados na casa com a aupair.
Foram dez dias de adrenalina, grito, surto, separando brigas, levando pontapés e voadoras.

Fiz das tripas um coração e do cu uma sanfona para fazer uma "UPP" dentro da casa, a situação estava ruim, algo semelhante ao que aconteceu no Alemão durante as últimas semanas. Aqui só não tinha bazuca.
Depois de muito tentar( e apanhar), eu decidi não mais apartar as brigas de ninguém. Corri para a sala procurei o melhor ângulo do sofá para  assistir, estavam na minha frente os futuros competidores de luta livre, mas eu tive que tomar a responsabilidade para mim quando a coisa começou virar  "Mortal Kombat" com sequências de golpes e fatality.
Juízo? Sim, eu tenho, mas o manual está em hebraico arcaico.

Nesses dias as crianças assistiram muitos filmes e assistindo um filme chamado "Parenthood" M, (8 anos) me disse "Joyce, acho melhor você sair da sala, essa cena é uma que eles fazem sexo, um moço  aparece de cueca, você não vai gostar de ver" Whaaat?
Em um desses dias, eles inventaram que querer ir no Horse Hill, uma colina alta e me fizeram correr horrores morro acima.
Em um dos posts anteriores eu comentei a minha adaptação ao paladar americano, que ao meu ver continua sendo altamente duvidoso.
Comentei uma vez a respeito da manteiga de amendoim, que para mim continua sendo sobremesa do capeta, feito na valeta do inferno pelo exú caveira ( Lá vem a minha mãe: "Táááá amarrado").
 Acontece que essa semana eu experimentei Almond Butter, manteiga de amêndoa, achei o cheirinho gostoso mas só porque era caro.
Não tive dúvidas, peguei uma banda de pão, taquei o negócio e por cima do negócio enfiei geleia de morango, mandei pra dentro. Adorei, super de gente rica.
Claro que eu nunca ia gostar de manteiga de amendoim. "Minduim" é muito desglamour e não é nada high society. Amendoim é tão viagra de cachaceiro. 
Novela da carteira de motorista, depois de quatro provas eu passei e explico como. Colei e quem quiser as respostas das três provas em português do DMV de Marin, me procura que eu tenho. O.o
Começou a época da chuva, não dá pra fazer muita coisa nos dias livres a não ser assistir filmes. Falando em filmes, semana passada eu cai na besteira de assistir "Eclipse"... Qual motivo, Deus de eu fazer essas coisas, me explica Senhor.
Cenas mais absurdas do mundo. O clã dos lobos vestidos como se fossem dançarinos de axé...vestidos? Nada, uma bermudinha jeans desfiada na ponta, uma tatuagem no ombro e um boots no pé já classificam os elementos como lobinhos metrossexuais depilados, já que originalmente lobos deveriam se caracterizar como seres peludos e não depilados. Stephenie Meyer é um gênio.
Piorando um pouco mais, é a cena de quando a personagem que tem cara de que sofre de diarréia eterna está morrendo de frio no topo da montanha e o "Jacó bocoió" aparece naquele frio do cão SEM CAMISA E DE SHORTINHO. Fim do filme...pelo menos para mim.

Essas semanas são semanas pesadas, família toda indo para a Etiópia, milhões de doações de roupas chegando, a gente empacotando, pesando malas, subindo e descendo escadas para levar e trazer coisas. Cansativo mas ao mesmo tempo é gostoso de fazer. Empacotamos muitos presentes, roupas, para levar para os orfanatos da Etiópia, ao total são dez doze malas enormes com 50 pounds cada uma.

Nayra vai embora dia 14/12, fiquei triste, o ano dela como aupair está acabando. Tenho um enorme carinho por ela que foi a primeira pessoa a me ajudar com essa nova vida. Confesso que já estou sentindo falta.
O frio tá chegando, quero um date!

O brog tá medonho! Não quero mais ter que publicar algo com esse template brega, fofolete que não combina em nada com o conteúdo ( mesmo que não seja conteúdo).

Então, quero ajuda pra fazer um novo template quando eu tiver tempo.. ou até mesmo se você conhece algum site BACANA, MODERNO, me indique, por favor. Nada de coraçãozinho, cachorrinho, ou qualquer coisa "inho inha".
Não quero mais ter que olhar para o brog e ter um sentimento de vergonha alheia como se não fosse eu que tivesse que ter vergonha de mim mesma. Pode ser em flash ou qualquer outra coisa.

Se você sabe de alguma coisa E QUER ME AJUDAR, deixa um comentário.

Obrigada,

Joyce.

Seria Seattle ou SeaRain?
Cheguei e sai da cidade debaixo de chuva, sol mesmo só foi de um dia, no Halloween.
Erick e Deza foram me buscar no aeroporto, e o mesmo pensamento que eu tive em Vegas quando eu fui porta para fora do aeroporto eu pensei em Seattle, só que com temperaturas diferentes. Erick ligou o aquecedor do carro no ultimo e por um instante senti o vento de Vegas no rosto "Hey Erick, this temperature reminds me Vegas" Okay Joyce, I'm gonna turn it off"
Erick estava com visita em casa, mais o cachorro da visita que tinha cerca de dois metros de altura. Visita já é chato de receber, quem dirá o cachorro.

Deza, uma certa manhã me disse "Ei, hoje dá pra ir à praia, o termômetro marca 13º". Oi?
Deve ser por isso que as pessoas daquela cidade são tão bronzeadas e branca de neve é branca nada, em Seattle branca de neve é quase uma mulata do Sargenteli.
Na manhã seguinte, Mari chegou e fomos fazer turismo por Ballard e comprar a minha fantasia para o halloween. Andamos, comemos, e hora de ir comprar.
Chegando na loja, claro que, às vésperas a fantasia custa os olhos da cara, mesmo que a face não seja tão bela. Eu estava disposta a não pagar mais do que 20 dólares por uma coisa a ser usada só uma vez. Infelicidade pouca, nada tinha um preço razoável e eu peguei a fantasia que somando com taxas daria um pouco mais de 38 dólares.
Algumas fantasias daquela loja estavam com 30% off nas etiquetas laranjas, mas a única que cabia em mim não. Fiquei triste por um minuto até que o espírito de "Migué" baixou em mim. "Valei-me Nosso sinhô Migué, protetô das aupé"
Toda trabalhada na miguelagem, peguei o adesivo de desconto que estava dando sopa em uma fantasia e colei na minha embalagem. Adivinha, adivinha, adivinha? Paguei 18 dólares na fantasia. Felicidade total, piquei-me dali rapidinho antes que o golpe fosse descoberto.

Bora voltar pra casa que o dilúvio vai cair e temos que pegar uma carona com Noé.
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Sempre que eu ouço o nome "Noé" associo a um papai noel malandro, assim como dar migué, penso que o Noé é um papai noel que dá migué nas crianças e não leva presente. Já pensou uma criança esperando o presente que o papai noel deveria levar e no dia seguinte vê que não tem nada? Essa sim foi visitada pelo papai noé.
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Nos arrumamos para a festa, a Deza de Alice, Mari de Branca de Neve e eu de presidiária.
E esperamos algumas meninas para a carona, sem esquecer de mencionar que o carro tinha lugar para sete e o número de pessoas dentro era oito.
Tínhamos uma festa pra ir e acabamos indo para uma outra festa típicamente americana na casa de jovens americanos. A festa me fez lembrar os famosos "sonzinhos" que a molecada fazia nas casas. Quando eu era adolescente, todas as casas que tinham adolescentes mais saidinhos faziam isso, menos na minha, claro ( falando baixinho), minha mãe é evangélica e se eu tentasse ir, ela me arrastaria para uma sessão do descarrego na Igreja Universal....como ela já fez milhares de vezes.
Pra não dizer que eu nunca fui a um lugar desses, uma vez eu fui, na Haddock, na famosa matinê do banho de espuma. Não contando o fato que eu engoli espuma o suficiente pra lavar a alma....Acho que eu também não devo contar que uma semana depois a Haddock pegou fogo e  nunca mais teve boates nas redondezas....só o Casablanca que era muito longe e que aparecia pessoas com pé de cavalo e cheiro de enxofre, sendo durante alguns meses assunto nos noticiários locais, logo após esses fatos que mancharam a imagem do local ela se resumiu a uma casa de forró brega onde pessoas de todas as partes da cidade iam na sexta a noite depois do trabalho. Parecia manada numa fuga desordenada para o outro lado da cidade pra dançar ao som de Magnificus "Amooooor, me leva faz de mim o quê quiser, me usa, me abusa..." e Matruz com leite.
Lá, podíamos ver muitas senhoras com o nome de Lúcia que tinham muito fogo no rabo. Algumas sem dentes se achando as divas de alguma coisa que eu nem quero saber, dançam e fazem boquinha sensual murcha imendando um rebolado tremendamente medonho com os passinhos de chacretes, que para ela é sexy. Com algo semelhante a dança do acasalamento do peixe-eletrico, usavando lápis de olho forte borrado, combinando o figurino com uma calça entuchada que não dava pra diferenciar a calica da bunda, finalmente conseguem pegar o caminhoneiro mais fubá que existe ali e  numa total falta de senso do rídiculo, no dia seguinte vai trabalhar e diz para todas as pessoas do trabalho que ficou com um cara de vinte anos e que ele não pára de ligar no celular dela.
Não contente com todo esse enredo assustador, ainda querendo ser a gostosona tenta fazer um gráfico de comparação com as demais jovens do seu ambiente de trabalho, só que ninguém liga, todos sabem a verdade.
Voltando ao assunto...
Mas, antes mesmo de falar da festa, tenho que dizer que passamos duas horas e meia dentro do carro, saimos da casa às 8h30 e chegamos no local às 11h00 e o local não demorava mais de vinte minutos. Deixo claro que isso não aconteceu devido lerdeza ou algo do tipo, foram os contratempos e desencontros.
Dessa festa eu posso dizer uma coisa: Americano é um bicho tremendamente esquisito que dança pior que eu...por algumas horas eu fiquei feliz por não ser a única que precisa assistir aulas de zumba e evoluir nos passinhos da dança. Tinha uma moça fantasiada de Avatar com um rabo enfiado no rabo, mas não teve nada mais de interessante além disso.
Doces ou travessuras? Oi? Pode ser dinheiro já que não dá para propor qualquer tipo de outra travessura com os habitantes de lá. Infelizmente, algumas pessoas de Seattle esqueceram de passar na fila da beleza. As meninas sempre me diziam que Seattle é lugar de gente estranha - perdendo, claro, para Vegas - mas eu não imaginava como seria uma cidade dessa.
Até cheguei a comentar com a Deza que as pessoas ficam mais bonitas no Halloween quando estão fantasiadas e que não deveriam tirar a fantasia nunca.
Dia de ir embora, segunda-feira peguei o caminho da roça e desembarquei em SFO. Mais uma vez, eu me ferrei.
Eu, mão de vaca do jeito que eu sou, decidi não pegar um shuttle para chegar em casa. Meu plano infalível era pegar um táxi até o centro de SFO e de lá, pegava um ônibus para casa. Ideia genial pra tomar no toba pela enésima vez. Eu deveria era parar de tentar fazer planos quando estou em SFO.
O preço do Shuttle era 50 dolares e me deixava na porta de casa, mas eu acho um absurdo pagar isso. Vai eu toda pompoza "Taxiiiiiiii", entro e peço " Seventh avenue, transit center" Aaaaaaadivinha? O preço do táxi saiu o mesmo preço do Shuttle que me deixaria na porta da casa.
PUTA QUE PARIU, Joyce! Eu fiquei com tanta raiva de mim que eu deveria praticar sessões de auto flagelação para cada burrice, amarrar lâminas na ponta de uns dez cadarços e mandar ver nas minhas costas ou então botar fogo no corpo e apagar com gasolina.Eu não acreditei o quão eu fui asno, burra, toupeira. Nem loira consegue chegar nesse grau de burrice, nem que ela use água oxigenada volume 100.
Assim que eu cheguei, descobri que os meus hosts estão indo para a Etiópia assinar a papelada para pegar a Lola, a quinta criança a vir para esta casa e para os braços dessa aupair e me falaram assim: "Joyce, eu e P. vamos para a Etiopia dia 13/11 e voltamos daqui dez dias, não vamos levar as crianças mas você terá ajuda da minha mãe que estará sempre por perto" Whaaaaaaaaaaaaaat? Acrescenta aí no salário, auxílio funeral, adicional periculosidade, seguro de vida e um bom convênio saúde, certo? Certo o cacete. Estou tentando adivinhar quais são os planos dessas crianças contra mim. O jantar será picadinho, Joyce bem picadinha que é pra dificultar no reconhecimento do corpo.

Ainda falando em kids. Depois de voltar do futebol do caçula, ainda no carro, em uma das milhares paradas de STOP que tem por aqui, eis que passa um cara lindo de morrer na frente do carro e eu como tenho a mania de acompanhar com os olhos e com o rosto ( nem disfarço) esqueci completamente que o pequeno estava comigo no carro e imendo numa sucessão de frases "Oi, oi, passa aqui de novo...Eita isso lá na minha humilde residência, hein". Olhei para o retrovisor e vejo o pequeno me olhando com uma cara brava e me dizendo "Tá safadinhO, hein Joyce. Você vai ter castigo"

Ainda estou na luta para tirar a minha habilitação aqui, depois de muito tentar fazer o meu cadastro, as provas são os meus problemas. Problema maior eu criei nessa quinta-feira quando estava indo para fazer uma das provas.
Peguei o carro e fui abastecer. Os postos de gasolina daqui são todos self service, ou seja, eu abasteço e o pagamento é todo feito na bomba de gás.
Sai do carro com a carteira que estava o dinheiro para eu pagar os meus testes, cerca de 60 dólares, tirei o cartão para pagar e deixei a bolsa em cima do carro. Entrei no carro e vida que segue. Depois de cinco minutos andando me dei conta da maior das panguazices que um panguá pode cometer. Deixei a carteira em cima do carro e dirigi, meu, quem é que faz um troço desses? o/...Claro, parei o carro imediatamente pra conferir se a carteira ainda estava lá depois de duas curvas ( sonho meu).
Pra desespero, estavam todos os meus documentos brasileiros e o dinheiro, claro. Passei o dia rodando os comércios perguntando se alguém tinha deixado algo por lá. Depois de muito chorar e espernear eu desencanei e a primeira ação foi ir ao banco cancelar o meu cartão e pedir outro.
Recebo a ligação do banco dizendo que minha carteira foi encontrada por uma pessoa e que estava em San Rafael, uma cidade vizinha e me disseram que eu poderia buscar a minha carteira.
A noite, recebo uma ligação na casa, do cara que achou e que me entregaria no dia seguinte.
O cara abriu a minha bolsa e viu que tinha um cartão de uma loja brasileira e decidiu ligar pra saber se alguém me conhecia, não obtendo sucesso, ligou para o meu banco que me ligou imediatamente mas ele decidiu entregar pessoalmente.
Recebi de volta a bolsa com os meus pertences dentro, INCLUINDO O DINHEIRO, igualzim no Brasil, boba! Estavam os cartões quebrados, menos o cartão do banco, só porque eu cancelei.

Essa semana bateu o espírito de menina boba em mim, mas eu não posso contar, é muito pessoal..ha ha



Algumas fotos...



Deza ( Alice), Mari e eu.

O atrativo da minha fantasia era o chapeuzinho de presidiário, mas não tinha espaço para colocar devido ao tamanho ocupado pelo cabelo.


















Festa!














Logo atrás, o dono da festa e um panguá.
Essa é a mostra de que os rapazes de Seattle não são bonitos, alguns como esse de vermelho tem cara de Gordon.



















Essas pessoas deslumbradas que nunca viram uma quantidade enorme de folhas caidas é fogo...




















Fofinho, pena que não consegui pegar de frente.














Exibido por parte de pai e mãe.



















E do outro lado da rua...
















Precisa de legenda?















Ui, tô com um puta medo de você, hein!





















Cotoco de gente pensando que é o malvadão... sim, ele é muito malvado, me deixou apaixonada.

Quem, em perfeito estado mental ( ainda não comprovado) corta o dedo com a faca de cortar pão? "Que cacete de pão duro, não corta nunca...Vamos, força, fooorça-aiiii, baralho"
Fui em uma boate em SFO, conheci a Vi, uma aupair que está aqui há quase quatro anos, e ela tem um contato quente, agora sou V.I.P e mais metida. Não pago pra entrar, e como eu não bebo nada, a diversão saiu quase gratuita.

Eu não sei dançar como se dança em boates. A combinação dos movimentos dos meus pés  dessincronizando com os movimentos dos braços mostrou para todos que queriam ver que em San Francisco existe sim um bonecão de Olinda, causando assim terror nas pessoas que se encontravam naquela humilde instalação de entretenimento noturno.
Essa minha ausência de coordenação motora me fez entender que eu preciso comprar umas videoaulas de Zumba e talvez evoluir de bonecão de Olinda para bonecão do posto dançarino de macarena.
Para o show de horrores ficar completo faltou só eu colocar a cabeça de lado e a língua para fora pra ficar mais feio. Era melhor eu ter ficado com fiofó em casa, teria assim evitado que as pessoas sentissem vergonha alheia.
México estava na boate. O único país que não tem os seus habitantes é o México. China estava em peso, bem como todos os tiozinhos chineses que vendem pastel ( Caramba, que vontade me deu de comer pastel).
Mas eu gostei bastante da companhia das meninas, foi divertido.
Dia seguinte, no domingo foi aniversário da pequena N, estava tudo certo para que o aniversário fosse no topo da montanha e eu não iria, pois a estrada é cheia de curvas e eu passo mal.

Tudo certo, acordaram cedo, pegaram as coisas e vão para o topo. Vai cambada, me deixa. Eu sai logo depois, coloquei a minha cara pra fora da casa e tive que dar meia volta, estava frio demais e começou a chover. Peguei a bota, o guarda-chuva, entrei o carro e fui tomar café da manhã no Starbucks.
Cheguei à casa, olhei os portões abertos, carro pra todo lado. A máfia e a alta cúpula reunida com reunião de portas fechadas esperando a pobre aupair, eram mais ou menos vinte mini mafiosos correndo despirocadamente pela casa.
Era um rolando pra lá, o outro se pendurando na cortina do banheiro e gritando "Monkey Bars", outro batendo no piano numa melodia de matar. Se eu jogasse água benta só ia ter nêgo fritando ali.



Esses são alguns dos calçados das crianças que estavam na festa.












Nesse mesmo dia, seria o encontro das aupairs no Six Flags, um mega parque de montanha russa, acabei não indo por ter que ir trabalhar. Horas mais tarde, Ana me mandou uma mensagem dizendo que foi melhor eu não ter ido, estava chovendo. Algum tempo depois conversei com a Nayra que me disse que foi um desastre total. Tentaram vender o ingresso por 40 dólares mas a super prestativa da nossa Area Director se meteu no meio e disse "Não, olha no papel, o ingresso custou 25 dolares pra vocês" haha.
Elas foram embora com mais duas meninas e não viram aqueles espetos que sobem do chão e furaram os quatro pneus do carro, prejuizo de 600 dolares, e ficaram esperando o carro até quase de noite. Eu sou muito sortuda mesmo.

Semana passada estava eu preparando os lanches dos pequenos quando dei de cara com mais uma novidade da América. Olhei, reolhei, tornei a olhar nada de descobrir o que era aquilo, pensei mil coisas. Foi quando umas das kids chegou e disse: "Yummy, manga seca....nhaaaaac". Não, garoto, isso é manga nada, abre essa boca, vai, abre bem que a Joyce vai te salvar.
Manga seca pra mim é igual manteiga de amendoim, uma sobremesa do capeta, quitute feito na valeta do inferno.
Foi para o meu espanto que eu ouvi a resposta de que a manga seca não tinha fiapinhos. Não existe coisa melhor do que comer a manga, lambuzar a cara inteira, ficar com aqueles fiapos enormes na boca e pedir um beijo depois....Ops!

O meu pai lê o "brog", e depois vem me dizendo que estou escrevendo muito palavrão, &$%@#
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------10/10/2010 4:55:15 PM Joyce: Oi


10/10/2010 4:55:28 PM ezequias: oi

10/10/2010 4:55:48 PM ezequias: estou lendo as fanfarrice

10/10/2010 4:55:58 PM Joyce: que fanfarrice?

10/10/2010 4:56:17 PM ezequias: que vc escreve

10/10/2010 4:56:25 PM Joyce: Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

10/10/2010 4:56:57 PM ezequias: xi o que tem alguma coisa errada

10/10/2010 4:57:15 PM Joyce: Tem nada de errado, tá tudo certo, não errei nenhum acento e a concordância gramatical quase está boa.
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Meu pai é maior fofoqueiro do universo, tenho dúvidas se N.Rubens chega ao nível quando o assunto é captação e disseminação do assunto com a rapidez da velocidade da luz.
Uma semana atrás, eu contei pra ele uma coisa que aconteceu e uma hora depois já estava o meu tio no msn pedindo dizendo "Seu pai esteve aqui, me contou o que fulano pediu pra você..." O.o
Língua solta? "Magina", a dele tem cérebro e vontade própria, costumo dizer que a língua dele é do tamanho de uma gravata e que para um possível funeral seria necessário um caixão extra para a amiga.
Certo, eu também gosto de  fofoquinha conhecimentos gerais, mas eu prefiro ouvir.

Finalmente, o verdadeiro outono resolveu aparecer. Já não aguentava mais esse calor de 35 graus ( alguém me diz como eu faço aquela bolinha que simboliza o grau?). Eu adoro me entupir de casacos, cachecol, meias, botas. Eu gosto muito do frio, é a estação em que as pessoas ficam mais bonitas, elegantes, a maquiagem não borra, todo mundo fica roliço comendo até o fiofó fazer bico.
Sem aquele calor horroroso que nos faz reaplicar o desodorante fica até mais fácil pegar o ônibus lotado para casa em um dia cansativo de trabalho sem ter que sentir aquele futum do suvaco alheio da linha "230 Tesouro" durante uma hora, não é mesmo Daiani?
Alguém sabe qual é a cidade mais fria do Brasil? Espero resposta.

Halloween chegando, eu não sei o quê usar para a festa. Poderia bem ir no meu estado natural mas todo mundo quer se fantasiar de múmia, pô, me prejudicaram.

O quê leva uma aupair em estado consciente desentupir a privada com aspirador de pó?

Eu juro, com os meus pés juntos que essa não sou eu. O nome disso é Marília Bombardi, furico frouxo. É, de quando em vez eu sou pior que o meu pai, conto o milagre e o santo.
Recebo um text message assim "Mew to com um big problem! Meu banheiro tá entupido e nao achei nada semelhante a um desentupidor aki" e eu respondi "No storage sempre tem um". Não recebi mais nenhuma mensagem depois disso e a noite nos encontramos, aproveitei para perguntar qual foi o desenrolado do assunto.
"Ah, Joyce, eu peguei o aspirador de pó, enfiei na privada e fui aspirando, meu. Tipo, o coco veio se quebrando em mil pedacinhos. Depois fui no jardim e joguei tudo lá" O.o
Eh, que eu posso dizer diante de uma situação como essa? Nada. Só que eu vou ficar com nojinho de entrar naquele jardim novamente. Tenho até medo de comer na casa dela.

Domingo, 24 de outubro decidi ir para Alcatraz ( o presídio) junto com Marília, Nayra e Rodolfo, Sonia, a paraguaia.
Alcatraz pra quem não sabe....pesquisa no Google que eu não sou sua "wikipedia".
Localização: San Francisco, ou seja, tudo acontece comigo em San Francisco. Já comentei aqui o fato das coisas darem "super certo" comigo quando eu piso na Downtown.

Domingo, em um frio de encolher o pinto do Kid Bengala - aposto que aqui ele ia poder usar bermuda - lá estava eu acordada às 7h00min, lavando a vassoura de piaçava para pentear. Na verdade, pentear o cabelo é só um ritual inútil que eu insisto na esperança de um dia dar certo, coisa que não adiantou de nada, no primeiro vento os meus Jackson's 5 deram show.
Pra melhorar a situação, fui a um Beaty Store, aqui na cidade ao lado e resolvi comprar um creme chamado "Dr. Miracle", que na embalagem diz que dá brilho, força. Usei, e realmente o trem é bão, sô! Um cheiro fortíssimo de cravo da índia que pra mim não importava nada desde que fosse feito o prometido...mas eu acho mesmo que eu deveria não contar vantagem antes.
Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que tem peito é mulher e no final do túnel você vai encontrar a luz...do trem que vai foder com a sua vida, Joyce. Um simples creme (Que foi que eu fiz, Senhor?), que faz que o cheiro de cravo fique na minha cabeça por di...quis dizer, até hoje.
O pior de tudo isso é que eu estou já me comparando a um cachorro, pois quando o cabelo é molhado o cheiro cresce numa proporção medonha. Eu me pergunto até hoje se eu fui ludibriada pelo japonês. Teria eu comprado um pote de bosta?

Mantendo o foco, Alcatraz. No frio e minutos depois na chuva, resolvi mandar uma mensagem para uma das meninas dizendo que eu não iria, chovia muito. Recebi a resposta "Você conhece guarda- chuva?". Minha linhagem fidalga não permitiu pegar o maior guarda-chuva que eu tivesse aqui para empurrar toba adentro até tocar as amígdalas desse ser, por ter me dado uma resposta dessa.
Descobri que o carro estava disponível e decidi ir de Ferry ( barco), em para Larkspur deixei o carro e me enfiei dentro do barco....mar, chuva, vento.
Acontece que eu tive o verão inteiro para ir para Alcatraz, e eu decidi ir justo na estação que mais chove.
Se alguém tem mais dicas de como se foder mais por menos, please let me know, pois não aguento mais pagar pra me lascar. Estou a cada dia mais expert nessa coisa, sou quase a Ninja da arte da fodelança, penso até em escrever memórias com o título " Viver é arte, se foder faz parte".

Alcatraz tem um clima muito pesado, senti uma atmosfera esquisita, fiquei mal lá dentro. Evitei fotografar, entrar nas celas como o pessoal fazia e tocar nas coisas que estavam por lá, foi um lugar que não tive prazer nenhum estar.
Guarda-chuva virou, tomei chuva, pé molhado, zíper da bolsa quebrado.
Eu que sai toda bonitinha, voltei pra casa um frangalho, algo semelhante que acabava de sair do furico de uma vaca.
Não comprei minha fantasia de halloween e essa semana não terei tempo, tenho que controlar a máfia na semana off delas. Minha costume de halloween será, pantufa, máscara de dormir e pijama pois se alguém se apaixonar por mim, primeiro tem que ver a situação em que eu acordo pra depois não dizer que eu não avisei.

Bom, Seattle tá aí, sexta-feira 29/10.
Resolvi não esperar para postar na semana que vem, eu queria esperar Seattle e fazer um post gigante, acredito que vou fazer um post especial para Seattle, um pequeno.
Acredito que ninguém mais lê esse "brog", estou escrevendo para as paredes, elas são as únicas que não podem clicar no botão "COMENTÁRIOS"  e claro, comentar.
Pode comentar, viu. Sou aberta pra isso, e se eu não gostar, o mínimo que eu vou fazer é mandar tomar no toba.

No início do mês, eu estava com as crianças no parque e eu conversava com uma brasileira que encontrei por lá, um cara, bonito, com cara de inteligente se aproximou e disse : "I love when you guys talk in "brazilian". I've been in the capital of Brazil last year, I'd like to go to Sao Paulo again"
Okay, foi também um prazer te conhecer, tenho que ir, deixei a panela no fogo, tchau!


Hoje eu acordei virada no cão, literalmente. Virei na cama e dei de cara com o cachorro. Além de ter que aguentar a popularidade do mascote ainda tenho que acordar com a bunda dele na minha cara e se sentindo o fodão por ser popular.
Tenho um certo tipo de aversão aos cães. Dizem por aí que é o melhor amigo do homem...sim, claro, só poderia ser melhor amigo do homem mesmo, compartilham afinidades, são bobos, pegajosos alguns fedem, latem por qualquer cadela que passam na rua, levam chute e é só chamar depois de cinco minutos que já estão balançando o rabinho e só fazem merda.
Repare, eu não disse que "homem não presta", somente comentei algumas verdades. Ainda digo mais, mulheres que dizem isso deveriam parar, pensar e não mais tentar achar o homem que presta...deixe-os para mim que eu arrumo serventia para todos eles.

Tive meu dia off na quarta-feira, pois é, What hell eu faria com um dia de folga em um dia de semana?
Pensando no que eu faria com esse meu maravilhoso dia, no qual eu tenho todas as opções do mundo, todas as pessoas livres para compartilhar esse meu momento esplêndido de gloooriosas horas livres, decidi ser totalmente do contra e andar com eu, eu mesmo e myself, almoçar sozinha e falar sozinha porque eu sou louca. Claro que eu nem preciso dizer que usei a minha irônia.
Fui para onde? Claro, San Francisco, terra das bizarrices. É de lá que vem inspiração para escrever, lá que acontece tudo (inclusive buzinar para o velhinho que está atravessando a faixa de pedestres, eu sei, foi feio), é lá que eu me ferro.
Entrei no shopping e encontrei um stand de massagem, fui fazer, oras.
Na maioria dos shoppings americanos existem aquelas tendas para demonstração de produtos e algumas pessoas te puxando para experimentar o que oferecem.
Eu passava em frente de vários deles quando um pouco mais a frente vi algumas garotas pegando mulheres pelo braço para fazer babyliss no cabelo e uma delas sem olhar para que braço agarrava teve a má sorte de pegar o meu, então, ela olhou para mim, olhou para o meu cabelo, fez uma cara de "Que porra é essa?", colocou logo um sorriso no rosto e disse "Nevermind".
Vamos concordar que não dá pra fazer nada na situação atual dos meus cabelos, ela poderia tentar fazer mas eu não poderia garantir que o babyliss sairia de dentro do cabelo.

Falando nisso, Guess What? Essa semana, a mãe e as quatro crianças chegaram com a novidade: "Estamos todos com piolhos". Okay, do meu ninho de mafagafos só se pode extrair mafagafinhos, mantenha distância da minha cabeleira, foram anos cultivando.
Foram três dias de tratamento, quatro crianças e vinte minutos de banho para cada, dez minutos com shampoo na cabeça e mais dez com condicionador.
Simples resposta pra quem pensa que eu deveria dar banho em todas na mesma hora: uma criança sozinha é sempre uma criança, quatro no mesmo recinto é uma organização criminosa."Alô, seu polícia. Tenho quatro elementos no meu banheiro, todos eles com menos de um metro e vinte que querem me picar com facas de borracha. Não, não são anões."
Nem tente imaginar o que poderiam fazer com uma pobre aupair perto de uma banheira cheia de água.

Pode parecer estranho, mas as crianças vivem nessa casa tomam banho todo santo dia. Isso é uma coisa não muito comum, uma criança tipicamente americana não toma banho sempre. Algumas aupair's me contam que uma vez por semana é regra, e se tomam dois banhos na semana eles compensam na próxima não tomando banho. Essa matemática deles é incrível e tem um quê de conscientização ambiental, afinal água do mundo está acabando e que se dane o futum, o cecê, o cheiro ardido que deve ficar nas partes íntimas. E sabe o que é mais engraçado nessa coisa toda? Eles trocam de pijama todo dia. Às vezes penso que ser um pijama não é negócio.

Eu tenho a tarefa de supervisionar o banho dos dois pequenos, uma de seis e outro de quatro...anos.
Uma das coisas que eu preciso supervisionar é se a a pequena lava bem a "menina" dela. O pequeno às vezes fica com a pulga atrás da orelha e pergunta o motivo de ter que lavar aquilo.
Há alguns dias atrás ele começou a dizer "Eu quero ter uma calica" ( crianças que falam português) e eu falo que não pode porque ele tem um pinto.

--------------------------------------------------------break Pérolas Infantis-------------------------------------
Kid: Joyce, Joyce, deixa eu ver a sua calica?
Eu: Não, e fica quieto, estou dando o seu banho.
Kid: Ahm, Joyce? Eu posso tocar a sua calica?
Eu: Já disse que não.
Kid: Você disse que eu não podia ver.
Eu: Okay, você não pode ver, não pode tocar, entendeu?
Kid: uhum! Mas eu queria.
Eu: Escuta uma coisa, menino. Você só vai poder ver ou tocar uma calica quando você fizer 75 anos e estiver casado, certo?
Num surto de felicidade, jogando os braços pra cima, saiu correndo gritando e foi para a cozinha contar a novidade para os pais: "Yay, eu vou poder tocar uma calica quando eu fizer 75 anos".
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Acredito que eu mencionei antes o fato de que minha cidade não tem homem bonito, piorando um pouco a situação, os bonitos são casados com outros bonitos o.O
Descobri um Safeway perto de casa e entrei em felicidade plena quando me fizeram uma pergunta idiota. Semana passada, na sexta-feira, fui comprar iogurte. O que era pra ser uma compra de dez minutos se tornou um passeio de quase uma hora.
Foi um festival de homem bonito que eu até pensei que estava em cidade diferente, pensei até em pegar algumas notas fiscais e escrever meu telefone no verso pra distribuir pelo supermercado mas eu não tinha caneta. Fiz o que eu pude fazer, oras. Me encostei na sessão de cerveja e fiquei olhando o movimento e analisando as mercadorias.

Semana passada, uma aupair que ainda está para vir me mandou um e-mail perguntando o quê ela poderia levar de presente para as kids.
Me deu as opções: Lego, quebra-cabeça e um game que fazia barulho.
A minha resposta foi: Pode parar agora, não traga nada para esses seres despirocados. Motivo? Vou te dar um e acredito que vai concordar. Você é a aupair, você vai catar.
Toda vez que olhar para o brinquedo que trouxe cheio de pecinhas vai querer arrancar os seus próprios cabelos. Não traga nada com mais de uma peça. Lego vai ser um inferno na sua vida, vai ter lego até no seu prato. Quando você pensar que está comendo algo crocante vai perceber que não era comida quando o moreno não escorregar macio.
O melhor presente que você pode dar é um pedala na zoreia do elementozinho quando voltar para o Brasil.

Algumas meninas passam horas nas Ri Happy escolhendo o presente para as kids antes de vir pra cá.
Economiza, querida aupair, compre um brinquedo seguro, molinho, que não machuque. Depois de algum tempo você vai entender o motivo desse conselho mas é de extrema importancia que o brinquedo seja de uma peça somente, lembre-se que é você quem cata.

Algumas tem a doce ilusão que ser aupair é fazer parte da família. Aí que vontade de rir altão quando eu vejo a cara de decepção de algumas.
Pensa, por favor. É uma relação de trabalho, como qualquer outra mas com a diferença de não ser regime CLT. Se você, trabalhando com o seu chefe durante algumas hora já quer matá-lo, tente imaginar MORAR COM O SEU CHEFE.
Acorde enquanto é tempo e saia dessa de imaginar que ser aupair é fazer parte da família. Venha, faça o seu trabalho, se divirta, viaje e só. Não conte com o ovo no cu da galinha em pensar que tudo será lindo, você está vindo para a América e não para o país das maravilhas.
No momento, ser aupair é só uma conveniência para a família, pelo menos isso tem acontecido comigo, sem mais esclarecimentos.

Essa semana, algumas pessoas me disseram que eu ando muito séria, diferente, algo errado se passa na minha cabeça, é o que dizem.
Meu, eu não saio distribuindo sorrisos por aí, pra qualquer ruela que me aparece na frente.
Somente quando eu estou MEGA FELIZ que eu solto risadas, e deixo algumas pessoas cientes disso. Nem quando estou só FELIZ eu demonstro. Pra quê gastar o dente com o vento e colecionar rugas? Prefiro sorrisos internos.

Estou muito feliz com esse blog. Na verdade, eu já sou boba-alegre por natureza, mas a minha felicidade é pelo fato de reconhecimento. Já são cinco meses escrevendo com uma certa regularidade. Alguns leitores - empolguei quando alguns me mandaram e-mail dizendo que não são aupair e com tem mais de 40 anos dizendo pra eu largar dessa vida e escrever livro - mandam E-mail, elogiando, dizem que quando estão com insônia passa por aqui pra ler e dão risadas ao invés de assistir o "Fala que eu te escuto". Uns dizem que parecem retardados rindo em frente ao computador e alguns que conseguem imaginar as cenas e a minha cara de abestada, como por exemplo da vez que eu cai em SFO de saia e bunda pra cima. Outras visitam meu orkut, facebook e muiiiiitas au pairs me fazem perguntas sobre essa vida, dicas e tal. Pensando nas perguntas, vou passar meu formspring: www.formspring.me/joygalindo

O erro ortográfico no título foi proposital.

O post não é uma atualização do blog, é apenas um sentimento meu.
Pra quem conhece a fama do cara aí de baixo vai entender.


Agora que eu quero ver se ela ganha. 
Obrigada, Deus, pela vida do Mick, ou melhor, pelo pé frio dele.

Na falta do que fazer eu prefiro ficar sem coisa nenhuma pra fazer, pra variar um pouco, em um dia eu faço nada e no outro eu mudo e procuro fazer coisa nenhuma.

Nessa vida auperiana que eu escolhi ( porque?), aprendi que dar "migué"e ser trambiqueira é a regra número um do manual de sobrevivência "Auperiano". Isso inclui as barbeiragens no trânsito até as gorjetas dos garçons no restaurante.
Quer ser aupair? Pois bem, faça um cursinho intensivo e aprende a ser "liiiiiiiso"
Prova de que agora eu sou toda trabalhada na miguelagem, tem sido as minhas visitas aos restaurantes, a gente come, se diverte...Uh, chegou a conta e junto a obrigatoriedade do pagamento de gorjeta.  Eu poderia dizer que a porcentagem é uma facada, mas seria muito falsa dizendo isso. É um assassinato brutal e sem piedade... 15% de gorjeta, nem a pau, Juvenal.
Cada uma paga com o cartão que tem, na hora de deixar a gorjeta na mesa, uma olha para um lado, a outra disfarça de fininho pra ver se tem alguém olhando, cada uma saca de suas bolsas uma nota de UM DÓLAR, põe dentro do encarte e "sebo nas canelas, canta logo esse pneu do carro antes que alguém venha atrás".

Eu sou muito a favor de carteirinha de pobreza para a aupair, isentando essa classe tão injustiçada dos pagamentos de tips, aliás, quem deveria receber tip era a gente.
Talvez, seu eu fizer aquela carinha do gatinho do Shrek eu consiga umas gorjetas.
Atente-se ao detalhe que não voltamos aos restaurantes, podemos ser reconhecidas.
O lance é: "Nunca volte para o mesmo restaurante". Pensa você que eu me envergonho disso? Of course que não, o must do chiquetê é nunca repetir restaurante. Ser chique é ostentar o glamour que não tem.
Agora, ninguém pode me dizer que eu não conheço todos os restaurantes da Bay area.

Estou fazendo academia perto de casa, já tem algum tempo, e nesse tempo só tenho visto pessoas bizarras malhando.
Gente malhando de calça jeans, de chinelo, roupa social, sapatilha. O povo não gosta muito de colocar roupas confortáveis pra se exercitar.
Dou aquela olhadinha de lado e vejo um professor fazendo bicicleta e corrigindo prova. Oi?

Essa semana, pela primeira vez, a mãe me pediu pra pegar as crianças na escola. Peguei o carro e fui, não sabia onde eram as classes, achei o caçula e pedi pra ele me levar para a sala do mais velho, e do mais velho eu pegaria a pequena, a outra pequena tinha saido mais cedo, foi ao médico e eu fui pegar as outras três.
Péssima ideia que eu tenho de pedir pra alguém com idade mental inferior a minha e de baixa estatura pra me ajudar em algo.
Não deu outra, o garoto se desembestou a correr que parecia até um queniano na São Silvestre, e eu correndo atrás.  Achamos os outros dois e  Okay, hora de ir embora...só se for por teletransporte, Joyce. Sua anta, você perdeu as chaves do carro.
"Vamo nói traveis". Vamos uma pinóia, eu fui sozinha porque os três tiveram a grande ideia de correr de mim em direções opostas.

Muito bem, Joyce, palmas pra você. Agora encaixa o furico no nabo porque você se fodeu, êêê! 
Foco na chave, as crianças você nem pode mais achar depois, mas pelo menos você vai voltar de carro pra casa.
Quinze minutos depois, eis que uma garotinha aparece e me entrega a chave. Detalhe, não posso esquecer de mencionar que eu botei a escola inteira pra procurar as chaves.
Por quinze longos minutos eu senti na pele o que era a real vida de aupair, a questão salarial eu já conheço, mas o estresse eu não conhecia.

Começou o outono, e a temperatura amigavelmente subiu para 35 graus, engraçado que no verão a temperatura mais alta registrada foi de 29 graus, enfim, coisas co aquecimento global.

Uma coisa tenho notado, interessante. Americano dá muito valor ao cachorro, okay, existem outras culturas que dão muito valor ao cachorro, o chinês por exemplo, gosta tanto de cachorro que até convida o mascote para o jantar...dentro de um caldeirão cheio de legumes para uma sopa de canela de cachorro.
Em cada comércio que existe aqui na minha pequena cidadezinha ao Sul de San Francisco ( Mill Valley) , tem sempre uma vasilha de água na porta para os cachorros, isso acontece em frente ao supermercado, em frente à academia, restaurante, lojas, sorveterias, etc.

Passeado com a Buffalo, a cadelinha, tem sempre uma criança ou um adulto que me pára pra brincar com o cachorro.
A cena: Joyce passeando com a pretinha, uma pessoa vem andando, levemente se abaixando, fazendo aquela cara de Tiririca quando ele fala “O menino lindo”, se abaixa completamente e fala PARA O CÃOZINHO:  “You are so cute, Hi little dog” e se vai virando para trás e fazendo tchauzinho para o cachorro.  Vácuo e grilos cantando ao fundo.
"Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal ". Minha senhora, notou que atrás do cachorro tem uma coleira e nessa coleira tem uma mão e dessa mão vem um braço e que depois do braço tem um corpo e que por coincidência esse corpo é vivo e sabe falar? Caso tenha notado, "Hi, nice to see you too" Então porque é que você conversa com o cachorro? 1x0 para o cachorro.
Aí, quando eu saio na rua sem o cachorro – pra testar a minha popularidade - , as pessoas me olham e dizem “Where’s Miss Buffalo?” . Ahm, excuse me? Chamar o cachorro de “Miss”? Ei, cadê o meu “Oi”?
Penso seriamente em colocar uma coleira no meu pescoço porque de acordo com a última pesquisa do Vox Populi "Quem não usa coleira, não é gente"

Essa semana foi semana de compras, fui para o centro de SFO, fui pela Market Street e desci em um lugar não tão seguro assim. Lugar tipicamente de filme americano. Em uma esquina uma mulher brigando porque a outra olhou para o homem dela. Bom, acho que valeria a pena brigar pelo cara...se ele tivesse pelo menos três dentes, anyway.
Passei em uma esquina que tinha uns cinco negões, e preto quando vê preto já quer mexer fazendo uma graça. Andando estava eu quando um cara me gritou “Hey, Frizzy hair” (cabelo arrepiado), e eu, como Miss simpatia que sou me virei e dei o meu “tchauzinho”de miss - técnica essa muito boa que não balança os braços – e me piquei dali muito rápido.

“Eu andei tanto, tanto que andei” que cheguei na faculdade, fui fazer minha inscrição para o curso e de lá fui me divertir.
SALE, SALE, SALE, 50% OFF. Meus olhinhos brilharam de emoção, tudo estava em promoção ( e pra mocinha também). Eu decidi me amalfagafar naquela farofa toda e brigar por uma peça de Calvin Klein por USD 19. Só tinha nego se mordendo, bunda se esfregando na cara do outro, consegui entrar e parecia um matuto que nunca tinha ido para a cidade grande antes.
Me senti em uma daquelas promoções de baciada que acontece em São Paulo.
Entre as poucas peças que comprei, não podia deixar de fora as tão temidas calcinhas.
Da última vez eu me ferrei, mas desta vez foi diferente, compre menores, cheguei em casa e lavei as peças e não encolheram, experimentei e fui dar uma caminhada e no primeiro passo uma banda da calcinha enterra na bunda. 
Ô, que excelente essa calcinha, uma parte cobre a bunda inteira e a outra parte samba na bunda alternando entre o fio dental e asa-delta, pôxa, bacana esse lance de deixar parcialmente a maria no parque. E o carnaval da Bahia começa quando?


LAX

Essa semana eu decidi fazer o teste escrito para a Drive license.


Há um mês atrás, eu agendei de fazer a prova no dia dois de setembro , tudo isso a gente faz on-line. Perto da minha casa não tinha como fazer, então o mais próximo foi agendar para Oakland, há quarenta minutos de carro.

Dias antes, eu descobri que não precisava agendar coisíssima nenhuma, e que era só ir em qualquer escritório que eu faria a prova. Isso quem me contou foi a Nayra, mas ela poderia ter me falado isso bem antes, mas eu não perguntei, tomei.

No dia dois, fui para Corte Madera, enfrentei uma fila do capeta. Fui atendida por um japonês muito mal educado filho de uma gueixa. Checou meus documentos e disse que o meu Last name estava errado, e que eu não tinha nome do meio. Como assim, meu filho? A minha vida inteira eu fui Joyce Galindo Claudino só agora você vem me avisar que esse não é meu sobrenome?

A questão era que no sistema dele meu último sobrenome era GalindoClaudino, sem espaço entre os dois, isso que confundiu a cabeça de miojo do japona. Muito estúpido, me pediu pra voltar no escritório do Social Security pra me regularizar. Perdi o dia inteiro na fila e voltei pra casa sem prova feita.

No dia seguinte, acorda a Joyce muito cedo e vai para San Rafael resolver o problema. Pra quem conhece Marin City sabe que San Rafael é um cúmulo, eu tenho que sair do Sul do condato pra ir para o norte. Pra quem está de carro faz isso em cinco minutos, exceto eu, de carro faço meia hora porque eu sou muito panguá e me perco demais por aqui. Okay, eu reconheço que fui panguá mais de três vezes, errei o caminho feio. Fiz tudo isso com o GPS me dando as direções, ninguém é perfeito. Errar é humano, persistir no erro não é burrice, é surreal.

Chegando em San Rafael...mas antes de chegar eu tenho que comentar que eu perdi o ônibus duas vezes, isso porque passaram na minha fuça. Cheguei, falei o ocorrido para a atendente e ela me disse que não havia nada de errado com o meu sobrenome e que estavam escritos como no meu passaporte, nome, sobrenome do meio e último sobrenome. Fiquei muito puta da vida, e só não voltei na mesma hora para o DMV porque eu tinha a viagem para LAX.

Qual o motivo do cara ter feito aquilo? Me fazer dar voltas desnecessárias? Gastei dois dias com uma babaquice dele. Japonês maldito, fez isso só pra ficar feliz, como se fosse realmente amenizar as frustrações da vida dele. Falou alto comigo, foi estúpido só pra mostrar que é o babaca do departamento de veículos de Corte Madera. Realmente esse cara tem probleminha, e o probleminha dele tem nome, chamado pinto pequeno de japonês gordo, mas conhecido como amendoinzinho ( Desculpa pai, desculpa mãe) . Ele me ferrou durante dois dias, mas o meu consolo é que isso nunca vai fazer o pinto dele crescer, se ele se sente menos triste e infeliz fazendo isso com as pessoas, quem sou eu para tirar essa felicidade toda que emana de um ser humano tão insatisfeito assim? A questão é que ele é e sempre será ferrado a vida inteira por conta desse “probleminha”.

Quinta-feira fui jantar fora com a Nayra e Ana – A Ana tem um host lindo, um deus grego - , fomos para o Outback, chegamos lá meia hora antes de fechar e eu nem preciso dizer que fomos as últimas a sair e regulamos gorjeta para o garçon. Mas, pôxa vida, esse povo precisa entender que ser aupair é estar abaixo da linha da pobreza nos EUA, ninguém ganha menos que uma aupair, ninguém é mais pobre que uma aupair e que ninguém é mais fodido que uma aupair e ponto. Pedimos mesa para três e nos jogaram longe da civilização e eu aproveitei para ir ao banheiro e procurar um lugar melhor. Entrei no banheiro tinha uma moça se olhando no espelho e outra entrando na minha frente pela porta que dava acesso aos sanitários. Ela abriu a porta flip-flop, aquelas portas que bate e volta, a moça entrou, a porta voltou, eu segurei e entrei no banheiro em seguida e a moça simplesmente sumiu, não havia ninguém no banheiro além de mim. Haviam somente três cabines e as três estavam vazias, portas abertas, ninguém poderia se esconder naquele banheiro. Enfim, decidi fazer o meu xixizinho rapidinho e me picar dalí antes do “Fantasma moreno”oxigenar os cabelos e voltar como loira do banheiro pedindo pra eu tirar o algodão da boca. Hum, hum, tiro nada, pois eu acredito que deve ter um bom motivo pra aquele algodão estar na boca da loira do banheiro, há anos que o fantasma não escova os dentes, alguém, por bem decidiu enfiar um algodão ali.

Sexta-feira foi o meu voo para LAX. Fui pegar o meu voo para LAX, levei o meu laptop de 17 polegadas, um monstro e fora a minha malinha monstro para três dias. Chegando por lá, ví que não daria pra passar a noite no aeroporto. De todos os aeroportos, o mais furreco é o de LAX. Não tem acesso wi-fi, e se passar da segurança não tem como voltar para trás. Mandei uma mensagem para a Deza perguntando qual notícia ela queria primeiro. Dei a má, que não poderíamos passar a noite no aeroporto, e a boa é que tínhamos chegado, pelo menos eu fui otimista.

Carol, de Ohio...que o parta, foi a primeira a sair de casa para o embarque e a última a chegar devido ao fuso e pra melhorar a situação ela estava em uma plataforma diferente da nossa, muito longe...quem mandou morar em Ohio?

Em um dos posts anteriores eu escreví que mesmo quando não é pra se f..., eu acabo aceitando algumas propostas só pra me ferrar, dito e feito, temos agora um bando de quatro aupairs que não têm um teto pra passar a noite, menos ainda o conforto do chão o aeroporto. Ah, claro, nada pode ficar pior do que ser uma sem teto durante uma noite...quem foi que disse isso? Um panguá desorientado (as), assim como nós pensaria dessa forma, e foi assim que aconteceu.

Bora lá pegar um shuttle e pegar um carro, já são três horas da manhã e precisamos de algum lugar pra ficar, nem que seja no desconforto de um carro compacto. Fomos alugar o carro no meu nome, porque sendo a pessoa mais velha o valor diminui, no nosso caso o carro não custou nada mas também não levamos, motivo, Aupair não tem cartão de crédito. Esgotaram-se as esperanças e alguém teve a brilhante ideia de bater na porta do hotel às 3h00 da matina e conseguimos passar a noite na recepção do hotel, e o check-in só poderia ser feito 14h00. Tá, Joyce, já que está na merda cai pra bosta...Bonito, que vamos fazer com todo esse tempo, cheias de bagagem e pra piorar eu ainda levei um travesseiro....Travesseiro sim, Vegas me deixou com muito trauma e eu quis me certificar que o meu corpinho descansaria em berço esplêndido.

O cara que estava na recepção às 3h00 da matina era um indiano que usava uma roupa social com uma gravata de criança, gravata essa que estava muito acima do umbigo. Amanheceu ( peguei a viola, botei na sacola e fui viajar ) e as meninas decidiram sair, eu fui também pra tomar o café da manhã numa espelunca que dava gosto, pedi tostadas francesas – não tem nada de glamuroso tostadas francesas, é igual a nossa rabanada de Natal, só um pouco mais seca, posso até completar que é um desglamour - e o quê eu recebi era algo que parecia com pão molhado ( tá no inferno, abraça o capeta), logo mais voltamos para o hotel e sentamos nossas bundas brasileiras no sofá e dá-lhe esperar.

Comecei a ficar muito puta com a chinesa malacabada que ficou na recepção no lugar do indiano, além de ser educada lá na casa do chapéu tinha um visual cibernéticamente escalafobéticamente ridííículo, uma baita de uma mecha verde na franja e um óculos a la vovó. Desejei fortemente dar um murro, mas achei melhor não, ela poderia me dar uma voadora bem servida.

Eu sou a pessoa mais chata do mundo quando eu não durmo ( fica a dica)

Conseguimos fazer o check in duas horas antes do esperado, GLÓRIA A DEUS, ALELUIA IRMÃO, eu não aguentava mais esperar, precisava urgentemente tomar um banho, lavar a calica e tirar a cara de retirante. Almoçamos comida chinesa, frango e algumas coisas. Eu relutei muito pra não comer por lá e relutei muito mais ainda em imaginar que eu realmente estava comendo um frango como estava escrito e não um cachorro.

Fizemos um tour por beverly Hills, Bel-Air, Hollywood sign, paguei 62 dinheirinhos pra ficar dentro de um microbus com um tiozinho tarado que olhava para as nossas pernas. Andamos mais por Beverly Hills do que outra coisa, e um monte de nêgo tirando foto de casa de atores. Eu como não sou arquiteta não fiquei gastando memória da minha máquina pra tirar foto de concreto, vê lá se isso faz sentido? Visitamos as praias de Santa Mônica e Venice Beach, e sim, sim, sim, eu fiz questão de fazer foto de aupair pulando na praia. Paguei pulinho na praia com as amigas ( depois de burra velha eu ainda dou uma dessas), mas pelo menos eu pulei em Venice beach e Santa Monica e não em Praia Grande ou Caraguá, aliás, ninguém pula em caraguá... nem Iemanjá passa por lá pra pegar oferendas. As praias eram tão quentes, tão quentes que eu estava quase desmaiando de calor, mesmo assim eu tive forças de andar e fui no quiosque comprar uma blusa de moleton. Quis mostrar que eu “era macho pra cacete”, por isso comprei um moleton pra aproveitar mais o calor. Mentira pura, inicialmente eu não senti frio algum, mas depois de dois passinhos pra frente ( passinho pra frente, passinho pra trás), comprei.

Tá certo que são praias fora do comum, costumeiramente vemos vendas de filtro solar, biquinis, coco e tal, nessas praias o único item obrigatório é moleton e não se preocupe se um dia você for e esquecer de levar, por USD 20 você compra o seu kit esquimó e de brinde leva um iglu. Pessoas bronzeadas e corpos sarados? Pra quê? Só tinha descendente da Branca de Neve. Eram lugares movimentados, com gente dançando e andando de patins, pista de skate e por milhares de vezes a Carol via miragens dizendo que era o Robert Pattinson, por nós, carinhosamente chamado de Roberto ou Betão da sorveteria.

Fomos ou tentamos ir ao Hard Rock Café, entramos, sentamos e vieram nos dizer que estava fechando o restaurante, somente Open Bar. Nesse mesmo dia, antes de irmos ao HR fomos ao cinema no teatro chinês assistir “Vampires Sucks” (não sei como é o título no Brasil), é um besteirol americano que satiriza a saga “Crepúsculo”. A sala estava quase vazia e aproveitamos pra rir muito alto, como sempre diz a Carol “Rolei”. Por falar em Carol, tem um vídeo dela dançando que eu só mostro se ela deixar..hahaha. Carol agora é presença obrigatória nas viagens, ela é muito divertida e exagerada.

Um dos dias quando a gente voltava para o hotel, um carro passou na avenida e gritou para a gente, e eu, educada que sou gritei também. Disse Carol “Sua louca, ele vai te assassinar, cooooorre”. Eu quase ouvi um “Corre Forest, corre”

Nessa viagem não podiam faltar os ticanos ( mexicanos), estavam em toda a parte...Carol também viu um Roberto ticano.

Hoje, meu amigo indiano me mandou uma mensagem me perguntando:

“Hi Joy,



How was your LA trip , hope you had a great time



Ajay”

E eu respondi:

My trip was awesome. I spent great time with my friends. Okay, okay I payed USD65 in a sightseeing ( not so good). I slept five hours in a living room hotel because my reservation was for a day after, I walked long hours at 3am.

I love walking night when I'm really tired and wanna sleep. Why to sleep if I will have eternity for it?

I ran because a man wanted to steal my camera and I could not rent a car but I was not sad about that...I really like train and LA is a safe place, there are not weird and dangerous people in the night that look at you all the time. I really felt like a weird creature with four eyes and green hair, purple hair and fake Korean nails.

I don't went to Universal studios because three days it's not enough for it, but I'll be back to LA because I like adventure I wanna to run at 3am again when a man ask about my camera.

I'm happy and I can not to wait for a new and crazy trip : )

Tradução...

Minha viagem foi incrível. Eu passei horas maravilhosas com minhas amigas. Okay, eu paguei 62 dolares por um turismo ( não tão bom). Eu dormi cinco horas no saguão de um hotel porque a minha reserva era para um dia depois. Eu andei longas horas às 3 da matina. Eu adoro caminhadas de noite quando eu estou realmente cansada e quero dormir. Porque dormir se eu terei a eternidade para isso?

Eu corri por causa de um homem que queria roubar a minha camera e eu não pude alugar um carro mas eu não fiquei triste com isso.. Eu adoro o trem e Los Angeles é uma cidade muito segura, não existe pessoas perigosas e estranhas na noite que olham para você toda hora. Eu realmente me senti como uma criatura esquisita de quatro olhos de cabelo verde e roxo e unhas postiças coreanas.

Eu não fui ao Universal Estudio porque três dias não é suficiente para isso, mas eu voltarei para LA porque eu gosto de aventuras e quero correr às 3 da manhã quando um cara perguntar sobre a minha câmera.

Eu estou feliz e mal posso esperar por uma nova e louca viagem.


Algumas fotos ( só clicar em cima e ela fica de página inteira), aviso pra não assustar.








Deza, eu e Carol..
Ninguém precisa me dizer, eu sei, vou cortar e alisar os cabelos.




















Pagando pulinho. Carol, é só um pulinho de nada, não precisa tomar impulso pra chegar na lua. Eu parecendo um marreco com diarréia e Deza com perfil de celebridade. Tentativa I...







 









Tentativa II... Que alegria é essa, Deza?


















Que parte do "É pra pular" Carol não entendeu?





















Finalmente!


















Panguazice que não me larga.



















Calçada da Fama.





















Tentamos muito essa foto.















Próxima parada Seattle, casa da Deza.

Quase completando quatro meses por aqui e decido fazer um comentário sobre os meus três meses. Pois é, como sempre chego atrasada nos eventos.
Bom, é isso aí, o comentário dos três meses aqui já acabou e vamos ao que interessa.

Segunda-feira, 17 de agosto, a minha patota chegou com a corda toda. As minhas crias estavam lindas, crescidinhos e continuavam meiguinhos. Foi gostoso, e mesmo com os quatro em casa eu me sinto menos cansada, pois me dão menos trabalho do que eu tive com o pequeno furacão loiro de Lake Tahoe, que só pra constar nos autos, escrevo que estou com saudades.

Na terça, eu estava arrumando algumas coisas e N. de seis anos pegou um Carefree, abriu, virou de um lado, de outro e fez uma cara de "que é isso", e a cara de "que é isso" se transformou numa pergunta com uma rápida resposta dela mesma "ah, eu já sei, Joyce. Isso aqui é de colocar no pé" e colocou o absorvente no pé.

Depois de três meses aqui, eu fui ao primeiro Meeting, no CheeseCake Factory. Eu não conhecia nenhuma das aupair que estavam lá e fiquei toda sem rumo.
Como era de se esperar, me senti um peixe fora d'água porque grande parte das meninas que estavam por alí eram novas demais, parte são under 21 e a outra não passa dos 24 e eu tenho 27... Aupair Grandma.

Estou com o mal humor encubado em mim, pois é, eu tenho mesmo um mal humor terrível e quando vem fica por dias, semanas. E se alguém torrar "os meu pacová" eu vou dar o kick no ass dessa pessoa. Estou avisando, ninguém depois pode dizer que não houve prévio aviso.
O mal humor começou quando eu fui na Ross, uma loja muito barata que tem por aqui. Sai do provador esqueci de devolver a plaquinha de número que eu tinha pegado quando fui experimentar as roupas. A moça - estou chamando a pessoa de moça somente por educação - depois de uma certa distância que eu estava longe dá um grito "Hey MAN, give my number back, right now".
Tente imaginar aquele filme americano, com uma negra do gueto falando alto com todo aquele gingado, gesticulando o tronco, balançando a cabeça e o pescoço como aquele pessoal do Fat Family. Eu não me incomodaria de ser chamada de MAN (cara) se ela tivesse falado baixo, com educação, e se não tivesse dito "right now"(agora mesmo).
A questão é, o que é que eu ia fazer com um bendito de um número de trocador de roupas comigo? Sei lá, talvez recortar e colocar como número da casa, deve ter sido isso que ela pensou. E porque ela falou comigo daquele jeito? Será que ela é tão acostumada a ver as pessoas roubando roupas que se incomodou pelo simples fato de eu esquecer de devolver a bendita plaquinha fedorenta? Meu, eu estava comprando e veria o bendito número e ele ficaria no caixa.
Olhei para trás, voltei, e soltei "Hey, listen, MAN. I'm not your "sista" MAN, I'm not your friend MAN, I'm not man MAN. So, never, never, never speak with me like that MAN.
Embora ela seja um senhora, falou o que quis e ouviu o que eu quis falar também. Bateu...toma.
Sai da loja com uma SACOLA DE PLÁSTICO BEM GRANDE ESCRITO "ROSS". A sacolinha era bem no estilo pobreza e eu fiquei morrendo de vergonha de andar com aquela sacola na rua, tanto que eu peguei um caminho diferente do que eu estou acostumada quando volto pra casa, fui pelo mais escondido que tinha e abraçando a sacola.
Eu me visto de um jeito normal, calça jeans, tênis, jaqueta no dia-dia e é engraçado quando eu passo na rua as pessoas ficam me olhando como se eu fosse de outro planeta, principalmente a negada, me olham de cima até embaixo e eu quase posso escutar um "What hell are you?" ( que diabos é vc?).

Dias atrás, no Depot, um senhor veio até mim e disse "Can I ask where you from?"( posso perguntar de onde você é?). Falei que era brasileira e ele me disse que sempre me via pelas ruas do bairro e achava que eu me vestia diferente dos negros/negras que viviam por ali, pois se vestem de maneira extravagante, colocam apliques no cabelo, pintam as unhas de diversas cores e que falavam alto demais.
Conversei com ele um pouco e no final da conversa ele disse pra eu agradecer a minha mãe por ele, porque eu era muito educada e gostou muito de conversar comigo. Tá, meu senhor, arruma um emprego no Safeway que eu não vou te poupar.
Depois de muito esperar o preço baixar fui comprar o meu computador, cheguei no Best Buy e tinha uma neguinha na porta e veio correndo atrás de mim perguntando onde foi que eu comprei o meu cabelo "It's amazing, so curly, I wanna one like yours"... Peraí, moça. Comprar cabelo? Eu disse que não tinha comprado nada, era o meu cabelo. Ela não muito convencida não acreditou e pediu pra passar a mão no meu couro cabeludo pra ver se era mesmo, ficou com cara de bunda porque não podia comprar um igual. E eu descobri que os cabelos maravilhosos dessas mulheres não são alisados, são apliques muito bem feitos e que não deixam nenhum entrelaçamento aparecendo, parece realmente que são cabelos naturais.

Fuçando no youtube, descobri uma coisa que me fez rir durante horas (http://www.youtube.com/watch?v=7fPO49olPMo&feature=player_embedded) .
E por falar em vídeos, recebí alguns desse ano eleitoral. Fiquei de boca aberta quando eu vi as aberrações que estão acontecendo.
Tiririca dizia que não sabe o que um Deputado Federal faz, mas que quando for eleito ele conta. Bom, eu espero que esse cara nunca conte o quê faz um Dep.Federal, que não fique nem para suplente ou things like that. Batoré tá pensando que é bonito fazer feio no horário eleitoral "gratuito", nem tão gratuito assim. Isso sem contar nas celebridades que estão abaixo da linha das subcelebridades - os ex-BBB's ficam mais tempo na mídia que alguns panguás -  não têm mais fama como antes e contam com voto$ do$ fã$ clube$ pra $e garantir, sei lá se com o mesmo padrão de vida ou se realmente possuem propostas pra alguma coisa.
A questão é que eu não consigo ver nenhum tipo de seriedade, maturidade nesses caras. Eu não falo de maturidade mental, idade, e sim intelectual. Aposto muito se souberem algo como o PAC. Tiririca eu sei que não sabe mesmo, será que a Record resolveu demitir o abestado? Por isso que ele quer um cargo?
Essa semana, a Carol de Ohio me mandou om Vlog de um rapaz chamado Felipe Neto, uns vídeos dele são engraçadinhos, mas eu gostei de um que ele fez a respeito da política ( http://www.youtube.com/watch?v=dAQkMjebkeA&feature=rec-LGOUT-exp_stronger_r2-2r-2-HM ).
Algumas aupairs estão dizendo que este ano estão livre de eleições, eu estou procurando um consulado ou qualquer outro lugar que eu possa votar pra não colocar imbecis como esses na política.

Não tenho muita coisa pra escrever, nessa sexta-feira ( 03/09) eu vou para LA, passar a noite no Aeroporto e alugar o carro cinco da matina.
Alguém me responde o motivo de eu fazer essas coisas depois de velha?
Aguardo respostas.

That's all folks, aguarde LA.

Essa semana  eu estava conversando com uma aupair que mora perto de mim, em um determinado ponto do assunto ela precisou sair, tinha um compromisso: "Ah, Joyce, peraí que vou ali fazer brazilian waxing e já volto" O.o What!?!? Foi de uma naturalidade que eu pude quase ouvir algo que soa como: Ah, vou alí, né! Depilar a virilha, a pequena, o fundão e quem sabe eu volte pra casa andando com uma perna lá e outra acolá, vou dormir dois dias de ponta-cabeça com arnica no fiofó, cicatriza daqui uma semana e na outra eu volto pra fazer tudo de novo.
Depois ela voltou e disse que essa depilação nem dói. Claro que não vai doer, já não tem nada ali além dos ossos.
Nervos, tecido e pele? Pra quê, boba? "Bobagi, sem tamanho, bora lá" em uma seção perder cinco quilos de pele.
Acredito que tirar uma tira de couro do corpo deve ser menos dolorido que isso.

Voltei pra casa e percebi que eu não tenho mais o Safeway perto de mim pra tirar um sarrinho dos caixas, só um mercadinho que tem aqui perto. Eu fico deprimida só de pensar em entrar, lá não dá pra praticar o jogo de respostas óbvias para perguntas cretinas.
Estava eu andando pelo mercadinho procurando o meu iogurtinho quando uma loira me pára, e fala "I love your hair, is so cute". Me perguntou que tipo de shampoo eu uso, pode? Minha senhora, pela situação que os meus cabelos se encontram entende-se que eu uso o mesmo shampoo que Britney Spears, shampoo de laranja.
O pessoal realmente tem um gosto muito suspeito por aqui. Meu cabelo tá muito mal tratado e eles acham o máximo. Isso vai acabar, vou passar a soda e alisar essa vassoura de piaçava.

Notei que o meu inglês melhorou, mas não está do jeito que eu quero, ainda tem coisa que eu não entendo. Hoje eu fui jantar na casa dos vizinhos e estamos nós sentados na mesa, conversando e entra um assunto no qual eu não entendo coisa nenhuma. O quê eu faço? Faço a minha cara de conteúdo, levanto a sobrancelha e balanço a cabeça como quem entende tudo, claro, e até dou risada quando todo mundo ri, aprendi o exato momento que se deve rir.
Claro, não sou 100 % acerto e às vezes falha. Quando falavam das coisas tristes que aconteceram com o cachorro (guess what?), a bocoió riso solto tinha que arreganhar os dentes e rir na hora errada.

Tem algumas semanas que eu estou em busca de um tênis bom e não tenho achado, essa semana ( 03 de agosto), resolvi ir na Niketown que tem aqui em SFO. Entrei e dei de cara com um jogador do Lakers, um baita de um negão, parou próximo da escada rolante e tirou foto de um pôster DELE MESMO, que estava na entrada do primeiro andar. O nêgo estava todo se querendo, bestão.
Essa loja tem muitos andares - como eu só sei contar até quatro fiquei sem saber quantos andares realmente tinham a loja- cada andar é um tipo de esporte, futebol americano, soccer ( futebol com bola no pé), caminhada, musculação, fiquei perdidinha.
Com tanta opção eu não achei tênis pra mim. Motivo? Os tênis da Nike são finos e amassam o peito do meu pé. A solução foi ir para a sessão Masculina, fui, e não achei.
Na verdade o problema nem são os sapatos, e sim meus pés. Repare só, qual ser humano tem um pé que calça tranquilamente sapatos 38 e o outro que calça 40? Isso é lá pé de gente? Claro que não, isso é uma colher de pedreiro. Fui para Adidas e achei o meu tênis por um precinho camarada de USD 60.

Fiquei feliz, alegre e saltitante. Novidades no fim de semana.
Cheguei hoje ( domingo 8 de agosto em casa). Mal entrei no "mécieni"  e já tem um punhado de gente me cobrando "Pô, vc tem que atualizar o BROG". Mas como é que eu vou atualizar se toda hora tem um me berrando. Puxa vida, eu preciso de paz pra invocar o Tico e o Teco, meu.

Final de semana chegou e saí de casa na Sexta-feira para trabalhar. O.o Faz tanto tempo que não sei o significado disso que até eu estranhei quando eu escrevi que fui trabalhar.
Fui para Tahoe ( California Side), cuidei de dois pequenos, os pais são amigos da família.

Comecei a notar diferença entre americanos e não americanos, claro, tem americanos que são super simpáticos e outros ( como nessa família) são um pouquinho mais secos.
-----------------------------------------Break Alô Simpatia------------------------------------------------
Americanos são muito simpáticos principalmente quando você entra numa loja. Em todas as lojas sempre tem um. É entrar e menos de trinta segundos vem uma voz "Hi, how are you going?". Eu sempre fico procurando de onde vem a voz, dias atrás tinha um em cima do lustre trocando as lâmpadas, pelo menos essa voz veio do alto, quero nem andar de vestido quando entrar em uma loja, vai que o cara está abaixado procurando a moedinha da sorte. Medo da pessoa perguntar "Hey, girls, how are you going today", eu hein.
A pessoa ( empregado da loja) pode estar fazendo o que for, elas param pra te falar isso. Tá, estou indo muito bem, mas hoje eu não vou comprar nada.
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Chegando lá... Todo mundo pra piscina. Sexta e Sábado danificando o corpinho com cloro. Nesses dois dias a criançada ficou sem tomar banho, a mãe disse que não precisavam pois ficaram na piscina o dia todo, estavam mais que limpos. O.O
Aconteceu que hoje eu fui dar banho na menina, passei o shampoo e caiu um pouco nos olhos. A gúria abriu a boca e a mãe veio logo em seguida dizendo que normalmente ela não chora na hora do banho e me perguntou "Can you explain?" What?! Minha senhora, sua filha está há dois dias só tomando banho de água de piscina, e você ainda me pergunta o motivo do choro? É óbvio que isso é falta de costume, te custa dar banho todo dia na menina?
Falei pra ela que nada tinha acontecido e somente caiu nos olhos o shampoo e ela chorou. Ela falou que estava tudo bem e se foi.
Terminando o banho dela quando eu li na embalagem do shampoo "Johnson&Jonhson NO MORE TEARS", me rasguei de rir.

Hoje, domingo, foi dia de ir embora, arrumamos todas as coisas e caminho da roça.
Paramos no meio do caminho pra comprar algo pra comer. Ideia não muito boa essa que a mãe teve, durante vinte minutos eu vim me borrando na estrada e pedindo para Deus proteção além dos airbags que tinham no carro ( não os meus, os do carro, pô).
Motivo? Simples. A mãe passa no Mc"ruim"Donalds e pede algo para ela e a menina e me perguntou se eu me importava de comer dentro do carro, respondi que não, mas ela só esqueceu de falar que o carro ESTARIA EM MOVIMENTO.
A Dona Maria simplesmente colocou o pacote entre as pernas e a Diet Coke do lado e "vamo que vamo" foi dirigindo como se só a fome dela importasse naqueles longos vinte minutos.
Em uma mordida ela dava um zigue, na outra um zague e a mão cheia de gordura no volante, vai vendo.
Isso tudo aconteceu em uma Freeway ( 80-100 km/h) e eu fiquei pior ainda quando eu olhei para o lado e vi um, dois, três, quatro carros ziguezagueando e  todo mundo com sanduiche na mão. Vixi...Valei-me minha "nossa sinhora do Butantan, treis veiz venenosa" é hoje que eu empacoto.
Ela terminou de comer e a vontade imensa de ir ao banheiro ficou, e eu prendendo com todas as minhas forças uterinas o pum. Respeitando milhares de vidas que se encontravam naquela Fwy ( freeway), não soltei pra não explodir, eu só ouvia os puns internos, aliás, todos ouviam, tanto que a dona me perguntou porque eu não comia se o meu estômago estava roncando. Nada não, moça. Estou de regime, a comida na minha frente é só um exercício mental, estou tentando fazer isso flutuar pra ver se eu consigo enfiar na tua cara.
Desci na porta de casa com as pernas bambeando. Medo? Nada ( não existe no mundo sujeitinha mais frouxa que eu), era mesmo a vontade de ir para o banheiro e não poder correr.

Esse povo é esquisito demais, vai para o Drive thru e pede hamburguer com cheddar, bacon, tudo pra entupir as artérias de gordura e em seguida pensa: "Vou pegar leve, né! Ô moça, coloca aí uma Diet Coke". Ah, vá tomar banho nas cataratas do Iguaçu. Já que tá se ferrando termina de se foder, Zé banana.

Estamos planejando mais uma viagem, dessa vez é para onde deve ser, sem surpresas e sem calor.
Vamos para o destino que deveríamos ir antes, LAX (Los Angeles), e está se juntando a nós uma pessoa que a gente sentiu muito a falta, a Carol, lá de Ohio..que o parta.
Camis não vai conosco, vai vajar esse mês e vai gastar o dinheiro.
Montamos uma caravana para  o programa Silvio Santos, e tentaremos alugar uma Belina Del Rey pra carregar a pobraiada, nada mais nada menos do que seis ou sete meninas.
Algumas pessoas pensam que AuPair é rica, viajam pra tudo que é lado e blablabla. Só Deus sabe o quanto eu choro pra achar uma viagem bacana em um preço bom. Compramos sempre com antecedência de um mês ou mais pra viagem sair barata, pôxa, eu sou Au"Poor" e não AuPair.

Apresentando a Carol.



Carol é essa Jamanta cinco metros maior que eu, eu e Camis.














A menina está tão feliz que parece um saci de tanto que pula.
Somos tão mão de vaca que vamos chegar em Lax na sexta-feira por volta das 10pm, e vamos passar a noite no aeroporto, nem preciso falar que saltaram estrelinhas dos olhos de uma louca ( Carol), que ficou toda se querendo só de pensar que no Aeroporto de Lax passa um monte de celebridade.
Minha ideia era chegar no sábado de manhã, mas eu sou tão inclinada na ideia de me "foder" mesmo quando não é pra acontecer que eu aceitei o convite de passar a noite por lá, no conforto do chão de Los Angeles, e a Deza decidiu que também vai, pronto, já estou vendo a Mari indo, bem como o resto da patota.
Carol tem um palavra engraçada que ela diz sempre que achou graça de alguma coisa, diz "Rolei".
Sim, claro vai todo mundo "rolar" pra cadeia de LAX... Rolei.
Sempre que estamos com alguma viagem na cabeça e temos dinheiro pra fazer rola uma reunião pra decidir hotel, comprarmos as passagens e tudo mais.
Engraçado que as pautas que precisamos discutir no dia nunca são discutidas, nós temos um foco não tão focado assim, e vamos parar em assuntos diferentes, uma sai pra tomar banho, a outra rola e por aí vai.
Esse planejamento foi rápido, em três dias decidimos e compramos algumas passagens.
Nayra ( a garota que não tem mais gordura depois da depilação) me indicou um hotel, me disse que é bom, dá pra tomar banho e dormir. Ah, mas quem precisa dormir em Lax ( acho que pensei isso sobre Vegas).

Veja a felicidade da criança e um pouco do que rola nas reuniões extraordinárias.



Vamos torcer pra tudo dar certo, pelo menos desta vez. Se eu me lascar... vai ser com glamour.

Ah, duas horas depois da postagem, eu decidi postar um print da Carol me xingando pelo "Jamanta de cinco metros". Detalhe na Deza procurando as passagens pra ela e a gente nem azul pra ela.



About me (por Tom)

Joyce Galindo é uma semi-balzaquiana ( não existe SEMI neste caso), melhor dizer que sou uma velha de e tenho 28 anos, carioca com sotaque paulista( meu). Exigente por defeito genético, tentou passar na fila da exigência mas vezes, como não deixaram, ela foi buscar os seus direitos no atendimento ao consumidor. Chata pra cacete e detesta quando as pessoas usam o "Mim" antes do verbo, tendo até mesmo coragem de corrigir quem quer que seja em qualquer situação ( não é bem assim), deixo de lado os comentários que ela faz quando alguém "está tendo que usar o gerúndio". Já fez campanhas na empresa para o " Bom uso e emprego da palavra Literalmente", literalmente falando é díficil de aguentar (ops, empreguei a palavra errada, foi?).

É Formada em Marketing, decidiu ser aupair. O motivo? Segundo o que ela diz " Experiência Internacional, além de ser um MEGA up na carreira, é chique" - Mentira dela, na verdade ela sabe que os "mano pira nas mina poliglota"

E para muitos e principalmente para mim os motivos são:

" Essa daí? É louca de pedra por parte de pai e mãe" - Ana Paula

" Non-sense total" - Rafael

" Ela vai comprar Victoria Secrets e Guess mais barato que eu?!" - Paulão (what?!?! O.o).

"Agora que ficou internacional vai ficar díficil de aguentar, ela vai me corrigir no inglês também?" (vc ainda tem dúvida?) - Fábio R.


Vamos ver como é que ela vai voltar dessa MEGA expêriencia.




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