Blogando a vida de Au Pair

E a vida continua uma caixinha de surpresas.

Quem, em perfeito estado mental ( ainda não comprovado) corta o dedo com a faca de cortar pão? "Que cacete de pão duro, não corta nunca...Vamos, força, fooorça-aiiii, baralho"
Fui em uma boate em SFO, conheci a Vi, uma aupair que está aqui há quase quatro anos, e ela tem um contato quente, agora sou V.I.P e mais metida. Não pago pra entrar, e como eu não bebo nada, a diversão saiu quase gratuita.

Eu não sei dançar como se dança em boates. A combinação dos movimentos dos meus pés  dessincronizando com os movimentos dos braços mostrou para todos que queriam ver que em San Francisco existe sim um bonecão de Olinda, causando assim terror nas pessoas que se encontravam naquela humilde instalação de entretenimento noturno.
Essa minha ausência de coordenação motora me fez entender que eu preciso comprar umas videoaulas de Zumba e talvez evoluir de bonecão de Olinda para bonecão do posto dançarino de macarena.
Para o show de horrores ficar completo faltou só eu colocar a cabeça de lado e a língua para fora pra ficar mais feio. Era melhor eu ter ficado com fiofó em casa, teria assim evitado que as pessoas sentissem vergonha alheia.
México estava na boate. O único país que não tem os seus habitantes é o México. China estava em peso, bem como todos os tiozinhos chineses que vendem pastel ( Caramba, que vontade me deu de comer pastel).
Mas eu gostei bastante da companhia das meninas, foi divertido.
Dia seguinte, no domingo foi aniversário da pequena N, estava tudo certo para que o aniversário fosse no topo da montanha e eu não iria, pois a estrada é cheia de curvas e eu passo mal.

Tudo certo, acordaram cedo, pegaram as coisas e vão para o topo. Vai cambada, me deixa. Eu sai logo depois, coloquei a minha cara pra fora da casa e tive que dar meia volta, estava frio demais e começou a chover. Peguei a bota, o guarda-chuva, entrei o carro e fui tomar café da manhã no Starbucks.
Cheguei à casa, olhei os portões abertos, carro pra todo lado. A máfia e a alta cúpula reunida com reunião de portas fechadas esperando a pobre aupair, eram mais ou menos vinte mini mafiosos correndo despirocadamente pela casa.
Era um rolando pra lá, o outro se pendurando na cortina do banheiro e gritando "Monkey Bars", outro batendo no piano numa melodia de matar. Se eu jogasse água benta só ia ter nêgo fritando ali.



Esses são alguns dos calçados das crianças que estavam na festa.












Nesse mesmo dia, seria o encontro das aupairs no Six Flags, um mega parque de montanha russa, acabei não indo por ter que ir trabalhar. Horas mais tarde, Ana me mandou uma mensagem dizendo que foi melhor eu não ter ido, estava chovendo. Algum tempo depois conversei com a Nayra que me disse que foi um desastre total. Tentaram vender o ingresso por 40 dólares mas a super prestativa da nossa Area Director se meteu no meio e disse "Não, olha no papel, o ingresso custou 25 dolares pra vocês" haha.
Elas foram embora com mais duas meninas e não viram aqueles espetos que sobem do chão e furaram os quatro pneus do carro, prejuizo de 600 dolares, e ficaram esperando o carro até quase de noite. Eu sou muito sortuda mesmo.

Semana passada estava eu preparando os lanches dos pequenos quando dei de cara com mais uma novidade da América. Olhei, reolhei, tornei a olhar nada de descobrir o que era aquilo, pensei mil coisas. Foi quando umas das kids chegou e disse: "Yummy, manga seca....nhaaaaac". Não, garoto, isso é manga nada, abre essa boca, vai, abre bem que a Joyce vai te salvar.
Manga seca pra mim é igual manteiga de amendoim, uma sobremesa do capeta, quitute feito na valeta do inferno.
Foi para o meu espanto que eu ouvi a resposta de que a manga seca não tinha fiapinhos. Não existe coisa melhor do que comer a manga, lambuzar a cara inteira, ficar com aqueles fiapos enormes na boca e pedir um beijo depois....Ops!

O meu pai lê o "brog", e depois vem me dizendo que estou escrevendo muito palavrão, &$%@#
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------10/10/2010 4:55:15 PM Joyce: Oi


10/10/2010 4:55:28 PM ezequias: oi

10/10/2010 4:55:48 PM ezequias: estou lendo as fanfarrice

10/10/2010 4:55:58 PM Joyce: que fanfarrice?

10/10/2010 4:56:17 PM ezequias: que vc escreve

10/10/2010 4:56:25 PM Joyce: Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

10/10/2010 4:56:57 PM ezequias: xi o que tem alguma coisa errada

10/10/2010 4:57:15 PM Joyce: Tem nada de errado, tá tudo certo, não errei nenhum acento e a concordância gramatical quase está boa.
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Meu pai é maior fofoqueiro do universo, tenho dúvidas se N.Rubens chega ao nível quando o assunto é captação e disseminação do assunto com a rapidez da velocidade da luz.
Uma semana atrás, eu contei pra ele uma coisa que aconteceu e uma hora depois já estava o meu tio no msn pedindo dizendo "Seu pai esteve aqui, me contou o que fulano pediu pra você..." O.o
Língua solta? "Magina", a dele tem cérebro e vontade própria, costumo dizer que a língua dele é do tamanho de uma gravata e que para um possível funeral seria necessário um caixão extra para a amiga.
Certo, eu também gosto de  fofoquinha conhecimentos gerais, mas eu prefiro ouvir.

Finalmente, o verdadeiro outono resolveu aparecer. Já não aguentava mais esse calor de 35 graus ( alguém me diz como eu faço aquela bolinha que simboliza o grau?). Eu adoro me entupir de casacos, cachecol, meias, botas. Eu gosto muito do frio, é a estação em que as pessoas ficam mais bonitas, elegantes, a maquiagem não borra, todo mundo fica roliço comendo até o fiofó fazer bico.
Sem aquele calor horroroso que nos faz reaplicar o desodorante fica até mais fácil pegar o ônibus lotado para casa em um dia cansativo de trabalho sem ter que sentir aquele futum do suvaco alheio da linha "230 Tesouro" durante uma hora, não é mesmo Daiani?
Alguém sabe qual é a cidade mais fria do Brasil? Espero resposta.

Halloween chegando, eu não sei o quê usar para a festa. Poderia bem ir no meu estado natural mas todo mundo quer se fantasiar de múmia, pô, me prejudicaram.

O quê leva uma aupair em estado consciente desentupir a privada com aspirador de pó?

Eu juro, com os meus pés juntos que essa não sou eu. O nome disso é Marília Bombardi, furico frouxo. É, de quando em vez eu sou pior que o meu pai, conto o milagre e o santo.
Recebo um text message assim "Mew to com um big problem! Meu banheiro tá entupido e nao achei nada semelhante a um desentupidor aki" e eu respondi "No storage sempre tem um". Não recebi mais nenhuma mensagem depois disso e a noite nos encontramos, aproveitei para perguntar qual foi o desenrolado do assunto.
"Ah, Joyce, eu peguei o aspirador de pó, enfiei na privada e fui aspirando, meu. Tipo, o coco veio se quebrando em mil pedacinhos. Depois fui no jardim e joguei tudo lá" O.o
Eh, que eu posso dizer diante de uma situação como essa? Nada. Só que eu vou ficar com nojinho de entrar naquele jardim novamente. Tenho até medo de comer na casa dela.

Domingo, 24 de outubro decidi ir para Alcatraz ( o presídio) junto com Marília, Nayra e Rodolfo, Sonia, a paraguaia.
Alcatraz pra quem não sabe....pesquisa no Google que eu não sou sua "wikipedia".
Localização: San Francisco, ou seja, tudo acontece comigo em San Francisco. Já comentei aqui o fato das coisas darem "super certo" comigo quando eu piso na Downtown.

Domingo, em um frio de encolher o pinto do Kid Bengala - aposto que aqui ele ia poder usar bermuda - lá estava eu acordada às 7h00min, lavando a vassoura de piaçava para pentear. Na verdade, pentear o cabelo é só um ritual inútil que eu insisto na esperança de um dia dar certo, coisa que não adiantou de nada, no primeiro vento os meus Jackson's 5 deram show.
Pra melhorar a situação, fui a um Beaty Store, aqui na cidade ao lado e resolvi comprar um creme chamado "Dr. Miracle", que na embalagem diz que dá brilho, força. Usei, e realmente o trem é bão, sô! Um cheiro fortíssimo de cravo da índia que pra mim não importava nada desde que fosse feito o prometido...mas eu acho mesmo que eu deveria não contar vantagem antes.
Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que tem peito é mulher e no final do túnel você vai encontrar a luz...do trem que vai foder com a sua vida, Joyce. Um simples creme (Que foi que eu fiz, Senhor?), que faz que o cheiro de cravo fique na minha cabeça por di...quis dizer, até hoje.
O pior de tudo isso é que eu estou já me comparando a um cachorro, pois quando o cabelo é molhado o cheiro cresce numa proporção medonha. Eu me pergunto até hoje se eu fui ludibriada pelo japonês. Teria eu comprado um pote de bosta?

Mantendo o foco, Alcatraz. No frio e minutos depois na chuva, resolvi mandar uma mensagem para uma das meninas dizendo que eu não iria, chovia muito. Recebi a resposta "Você conhece guarda- chuva?". Minha linhagem fidalga não permitiu pegar o maior guarda-chuva que eu tivesse aqui para empurrar toba adentro até tocar as amígdalas desse ser, por ter me dado uma resposta dessa.
Descobri que o carro estava disponível e decidi ir de Ferry ( barco), em para Larkspur deixei o carro e me enfiei dentro do barco....mar, chuva, vento.
Acontece que eu tive o verão inteiro para ir para Alcatraz, e eu decidi ir justo na estação que mais chove.
Se alguém tem mais dicas de como se foder mais por menos, please let me know, pois não aguento mais pagar pra me lascar. Estou a cada dia mais expert nessa coisa, sou quase a Ninja da arte da fodelança, penso até em escrever memórias com o título " Viver é arte, se foder faz parte".

Alcatraz tem um clima muito pesado, senti uma atmosfera esquisita, fiquei mal lá dentro. Evitei fotografar, entrar nas celas como o pessoal fazia e tocar nas coisas que estavam por lá, foi um lugar que não tive prazer nenhum estar.
Guarda-chuva virou, tomei chuva, pé molhado, zíper da bolsa quebrado.
Eu que sai toda bonitinha, voltei pra casa um frangalho, algo semelhante que acabava de sair do furico de uma vaca.
Não comprei minha fantasia de halloween e essa semana não terei tempo, tenho que controlar a máfia na semana off delas. Minha costume de halloween será, pantufa, máscara de dormir e pijama pois se alguém se apaixonar por mim, primeiro tem que ver a situação em que eu acordo pra depois não dizer que eu não avisei.

Bom, Seattle tá aí, sexta-feira 29/10.
Resolvi não esperar para postar na semana que vem, eu queria esperar Seattle e fazer um post gigante, acredito que vou fazer um post especial para Seattle, um pequeno.
Acredito que ninguém mais lê esse "brog", estou escrevendo para as paredes, elas são as únicas que não podem clicar no botão "COMENTÁRIOS"  e claro, comentar.
Pode comentar, viu. Sou aberta pra isso, e se eu não gostar, o mínimo que eu vou fazer é mandar tomar no toba.

No início do mês, eu estava com as crianças no parque e eu conversava com uma brasileira que encontrei por lá, um cara, bonito, com cara de inteligente se aproximou e disse : "I love when you guys talk in "brazilian". I've been in the capital of Brazil last year, I'd like to go to Sao Paulo again"
Okay, foi também um prazer te conhecer, tenho que ir, deixei a panela no fogo, tchau!


Hoje eu acordei virada no cão, literalmente. Virei na cama e dei de cara com o cachorro. Além de ter que aguentar a popularidade do mascote ainda tenho que acordar com a bunda dele na minha cara e se sentindo o fodão por ser popular.
Tenho um certo tipo de aversão aos cães. Dizem por aí que é o melhor amigo do homem...sim, claro, só poderia ser melhor amigo do homem mesmo, compartilham afinidades, são bobos, pegajosos alguns fedem, latem por qualquer cadela que passam na rua, levam chute e é só chamar depois de cinco minutos que já estão balançando o rabinho e só fazem merda.
Repare, eu não disse que "homem não presta", somente comentei algumas verdades. Ainda digo mais, mulheres que dizem isso deveriam parar, pensar e não mais tentar achar o homem que presta...deixe-os para mim que eu arrumo serventia para todos eles.

Tive meu dia off na quarta-feira, pois é, What hell eu faria com um dia de folga em um dia de semana?
Pensando no que eu faria com esse meu maravilhoso dia, no qual eu tenho todas as opções do mundo, todas as pessoas livres para compartilhar esse meu momento esplêndido de gloooriosas horas livres, decidi ser totalmente do contra e andar com eu, eu mesmo e myself, almoçar sozinha e falar sozinha porque eu sou louca. Claro que eu nem preciso dizer que usei a minha irônia.
Fui para onde? Claro, San Francisco, terra das bizarrices. É de lá que vem inspiração para escrever, lá que acontece tudo (inclusive buzinar para o velhinho que está atravessando a faixa de pedestres, eu sei, foi feio), é lá que eu me ferro.
Entrei no shopping e encontrei um stand de massagem, fui fazer, oras.
Na maioria dos shoppings americanos existem aquelas tendas para demonstração de produtos e algumas pessoas te puxando para experimentar o que oferecem.
Eu passava em frente de vários deles quando um pouco mais a frente vi algumas garotas pegando mulheres pelo braço para fazer babyliss no cabelo e uma delas sem olhar para que braço agarrava teve a má sorte de pegar o meu, então, ela olhou para mim, olhou para o meu cabelo, fez uma cara de "Que porra é essa?", colocou logo um sorriso no rosto e disse "Nevermind".
Vamos concordar que não dá pra fazer nada na situação atual dos meus cabelos, ela poderia tentar fazer mas eu não poderia garantir que o babyliss sairia de dentro do cabelo.

Falando nisso, Guess What? Essa semana, a mãe e as quatro crianças chegaram com a novidade: "Estamos todos com piolhos". Okay, do meu ninho de mafagafos só se pode extrair mafagafinhos, mantenha distância da minha cabeleira, foram anos cultivando.
Foram três dias de tratamento, quatro crianças e vinte minutos de banho para cada, dez minutos com shampoo na cabeça e mais dez com condicionador.
Simples resposta pra quem pensa que eu deveria dar banho em todas na mesma hora: uma criança sozinha é sempre uma criança, quatro no mesmo recinto é uma organização criminosa."Alô, seu polícia. Tenho quatro elementos no meu banheiro, todos eles com menos de um metro e vinte que querem me picar com facas de borracha. Não, não são anões."
Nem tente imaginar o que poderiam fazer com uma pobre aupair perto de uma banheira cheia de água.

Pode parecer estranho, mas as crianças vivem nessa casa tomam banho todo santo dia. Isso é uma coisa não muito comum, uma criança tipicamente americana não toma banho sempre. Algumas aupair's me contam que uma vez por semana é regra, e se tomam dois banhos na semana eles compensam na próxima não tomando banho. Essa matemática deles é incrível e tem um quê de conscientização ambiental, afinal água do mundo está acabando e que se dane o futum, o cecê, o cheiro ardido que deve ficar nas partes íntimas. E sabe o que é mais engraçado nessa coisa toda? Eles trocam de pijama todo dia. Às vezes penso que ser um pijama não é negócio.

Eu tenho a tarefa de supervisionar o banho dos dois pequenos, uma de seis e outro de quatro...anos.
Uma das coisas que eu preciso supervisionar é se a a pequena lava bem a "menina" dela. O pequeno às vezes fica com a pulga atrás da orelha e pergunta o motivo de ter que lavar aquilo.
Há alguns dias atrás ele começou a dizer "Eu quero ter uma calica" ( crianças que falam português) e eu falo que não pode porque ele tem um pinto.

--------------------------------------------------------break Pérolas Infantis-------------------------------------
Kid: Joyce, Joyce, deixa eu ver a sua calica?
Eu: Não, e fica quieto, estou dando o seu banho.
Kid: Ahm, Joyce? Eu posso tocar a sua calica?
Eu: Já disse que não.
Kid: Você disse que eu não podia ver.
Eu: Okay, você não pode ver, não pode tocar, entendeu?
Kid: uhum! Mas eu queria.
Eu: Escuta uma coisa, menino. Você só vai poder ver ou tocar uma calica quando você fizer 75 anos e estiver casado, certo?
Num surto de felicidade, jogando os braços pra cima, saiu correndo gritando e foi para a cozinha contar a novidade para os pais: "Yay, eu vou poder tocar uma calica quando eu fizer 75 anos".
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Acredito que eu mencionei antes o fato de que minha cidade não tem homem bonito, piorando um pouco a situação, os bonitos são casados com outros bonitos o.O
Descobri um Safeway perto de casa e entrei em felicidade plena quando me fizeram uma pergunta idiota. Semana passada, na sexta-feira, fui comprar iogurte. O que era pra ser uma compra de dez minutos se tornou um passeio de quase uma hora.
Foi um festival de homem bonito que eu até pensei que estava em cidade diferente, pensei até em pegar algumas notas fiscais e escrever meu telefone no verso pra distribuir pelo supermercado mas eu não tinha caneta. Fiz o que eu pude fazer, oras. Me encostei na sessão de cerveja e fiquei olhando o movimento e analisando as mercadorias.

Semana passada, uma aupair que ainda está para vir me mandou um e-mail perguntando o quê ela poderia levar de presente para as kids.
Me deu as opções: Lego, quebra-cabeça e um game que fazia barulho.
A minha resposta foi: Pode parar agora, não traga nada para esses seres despirocados. Motivo? Vou te dar um e acredito que vai concordar. Você é a aupair, você vai catar.
Toda vez que olhar para o brinquedo que trouxe cheio de pecinhas vai querer arrancar os seus próprios cabelos. Não traga nada com mais de uma peça. Lego vai ser um inferno na sua vida, vai ter lego até no seu prato. Quando você pensar que está comendo algo crocante vai perceber que não era comida quando o moreno não escorregar macio.
O melhor presente que você pode dar é um pedala na zoreia do elementozinho quando voltar para o Brasil.

Algumas meninas passam horas nas Ri Happy escolhendo o presente para as kids antes de vir pra cá.
Economiza, querida aupair, compre um brinquedo seguro, molinho, que não machuque. Depois de algum tempo você vai entender o motivo desse conselho mas é de extrema importancia que o brinquedo seja de uma peça somente, lembre-se que é você quem cata.

Algumas tem a doce ilusão que ser aupair é fazer parte da família. Aí que vontade de rir altão quando eu vejo a cara de decepção de algumas.
Pensa, por favor. É uma relação de trabalho, como qualquer outra mas com a diferença de não ser regime CLT. Se você, trabalhando com o seu chefe durante algumas hora já quer matá-lo, tente imaginar MORAR COM O SEU CHEFE.
Acorde enquanto é tempo e saia dessa de imaginar que ser aupair é fazer parte da família. Venha, faça o seu trabalho, se divirta, viaje e só. Não conte com o ovo no cu da galinha em pensar que tudo será lindo, você está vindo para a América e não para o país das maravilhas.
No momento, ser aupair é só uma conveniência para a família, pelo menos isso tem acontecido comigo, sem mais esclarecimentos.

Essa semana, algumas pessoas me disseram que eu ando muito séria, diferente, algo errado se passa na minha cabeça, é o que dizem.
Meu, eu não saio distribuindo sorrisos por aí, pra qualquer ruela que me aparece na frente.
Somente quando eu estou MEGA FELIZ que eu solto risadas, e deixo algumas pessoas cientes disso. Nem quando estou só FELIZ eu demonstro. Pra quê gastar o dente com o vento e colecionar rugas? Prefiro sorrisos internos.

Estou muito feliz com esse blog. Na verdade, eu já sou boba-alegre por natureza, mas a minha felicidade é pelo fato de reconhecimento. Já são cinco meses escrevendo com uma certa regularidade. Alguns leitores - empolguei quando alguns me mandaram e-mail dizendo que não são aupair e com tem mais de 40 anos dizendo pra eu largar dessa vida e escrever livro - mandam E-mail, elogiando, dizem que quando estão com insônia passa por aqui pra ler e dão risadas ao invés de assistir o "Fala que eu te escuto". Uns dizem que parecem retardados rindo em frente ao computador e alguns que conseguem imaginar as cenas e a minha cara de abestada, como por exemplo da vez que eu cai em SFO de saia e bunda pra cima. Outras visitam meu orkut, facebook e muiiiiitas au pairs me fazem perguntas sobre essa vida, dicas e tal. Pensando nas perguntas, vou passar meu formspring: www.formspring.me/joygalindo

O erro ortográfico no título foi proposital.

O post não é uma atualização do blog, é apenas um sentimento meu.
Pra quem conhece a fama do cara aí de baixo vai entender.


Agora que eu quero ver se ela ganha. 
Obrigada, Deus, pela vida do Mick, ou melhor, pelo pé frio dele.

About me (por Tom)

Joyce Galindo é uma semi-balzaquiana ( não existe SEMI neste caso), melhor dizer que sou uma velha de e tenho 28 anos, carioca com sotaque paulista( meu). Exigente por defeito genético, tentou passar na fila da exigência mas vezes, como não deixaram, ela foi buscar os seus direitos no atendimento ao consumidor. Chata pra cacete e detesta quando as pessoas usam o "Mim" antes do verbo, tendo até mesmo coragem de corrigir quem quer que seja em qualquer situação ( não é bem assim), deixo de lado os comentários que ela faz quando alguém "está tendo que usar o gerúndio". Já fez campanhas na empresa para o " Bom uso e emprego da palavra Literalmente", literalmente falando é díficil de aguentar (ops, empreguei a palavra errada, foi?).

É Formada em Marketing, decidiu ser aupair. O motivo? Segundo o que ela diz " Experiência Internacional, além de ser um MEGA up na carreira, é chique" - Mentira dela, na verdade ela sabe que os "mano pira nas mina poliglota"

E para muitos e principalmente para mim os motivos são:

" Essa daí? É louca de pedra por parte de pai e mãe" - Ana Paula

" Non-sense total" - Rafael

" Ela vai comprar Victoria Secrets e Guess mais barato que eu?!" - Paulão (what?!?! O.o).

"Agora que ficou internacional vai ficar díficil de aguentar, ela vai me corrigir no inglês também?" (vc ainda tem dúvida?) - Fábio R.


Vamos ver como é que ela vai voltar dessa MEGA expêriencia.




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