Blogando a vida de Au Pair

E a vida continua uma caixinha de surpresas.

O brog tá medonho! Não quero mais ter que publicar algo com esse template brega, fofolete que não combina em nada com o conteúdo ( mesmo que não seja conteúdo).

Então, quero ajuda pra fazer um novo template quando eu tiver tempo.. ou até mesmo se você conhece algum site BACANA, MODERNO, me indique, por favor. Nada de coraçãozinho, cachorrinho, ou qualquer coisa "inho inha".
Não quero mais ter que olhar para o brog e ter um sentimento de vergonha alheia como se não fosse eu que tivesse que ter vergonha de mim mesma. Pode ser em flash ou qualquer outra coisa.

Se você sabe de alguma coisa E QUER ME AJUDAR, deixa um comentário.

Obrigada,

Joyce.

Seria Seattle ou SeaRain?
Cheguei e sai da cidade debaixo de chuva, sol mesmo só foi de um dia, no Halloween.
Erick e Deza foram me buscar no aeroporto, e o mesmo pensamento que eu tive em Vegas quando eu fui porta para fora do aeroporto eu pensei em Seattle, só que com temperaturas diferentes. Erick ligou o aquecedor do carro no ultimo e por um instante senti o vento de Vegas no rosto "Hey Erick, this temperature reminds me Vegas" Okay Joyce, I'm gonna turn it off"
Erick estava com visita em casa, mais o cachorro da visita que tinha cerca de dois metros de altura. Visita já é chato de receber, quem dirá o cachorro.

Deza, uma certa manhã me disse "Ei, hoje dá pra ir à praia, o termômetro marca 13º". Oi?
Deve ser por isso que as pessoas daquela cidade são tão bronzeadas e branca de neve é branca nada, em Seattle branca de neve é quase uma mulata do Sargenteli.
Na manhã seguinte, Mari chegou e fomos fazer turismo por Ballard e comprar a minha fantasia para o halloween. Andamos, comemos, e hora de ir comprar.
Chegando na loja, claro que, às vésperas a fantasia custa os olhos da cara, mesmo que a face não seja tão bela. Eu estava disposta a não pagar mais do que 20 dólares por uma coisa a ser usada só uma vez. Infelicidade pouca, nada tinha um preço razoável e eu peguei a fantasia que somando com taxas daria um pouco mais de 38 dólares.
Algumas fantasias daquela loja estavam com 30% off nas etiquetas laranjas, mas a única que cabia em mim não. Fiquei triste por um minuto até que o espírito de "Migué" baixou em mim. "Valei-me Nosso sinhô Migué, protetô das aupé"
Toda trabalhada na miguelagem, peguei o adesivo de desconto que estava dando sopa em uma fantasia e colei na minha embalagem. Adivinha, adivinha, adivinha? Paguei 18 dólares na fantasia. Felicidade total, piquei-me dali rapidinho antes que o golpe fosse descoberto.

Bora voltar pra casa que o dilúvio vai cair e temos que pegar uma carona com Noé.
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Sempre que eu ouço o nome "Noé" associo a um papai noel malandro, assim como dar migué, penso que o Noé é um papai noel que dá migué nas crianças e não leva presente. Já pensou uma criança esperando o presente que o papai noel deveria levar e no dia seguinte vê que não tem nada? Essa sim foi visitada pelo papai noé.
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Nos arrumamos para a festa, a Deza de Alice, Mari de Branca de Neve e eu de presidiária.
E esperamos algumas meninas para a carona, sem esquecer de mencionar que o carro tinha lugar para sete e o número de pessoas dentro era oito.
Tínhamos uma festa pra ir e acabamos indo para uma outra festa típicamente americana na casa de jovens americanos. A festa me fez lembrar os famosos "sonzinhos" que a molecada fazia nas casas. Quando eu era adolescente, todas as casas que tinham adolescentes mais saidinhos faziam isso, menos na minha, claro ( falando baixinho), minha mãe é evangélica e se eu tentasse ir, ela me arrastaria para uma sessão do descarrego na Igreja Universal....como ela já fez milhares de vezes.
Pra não dizer que eu nunca fui a um lugar desses, uma vez eu fui, na Haddock, na famosa matinê do banho de espuma. Não contando o fato que eu engoli espuma o suficiente pra lavar a alma....Acho que eu também não devo contar que uma semana depois a Haddock pegou fogo e  nunca mais teve boates nas redondezas....só o Casablanca que era muito longe e que aparecia pessoas com pé de cavalo e cheiro de enxofre, sendo durante alguns meses assunto nos noticiários locais, logo após esses fatos que mancharam a imagem do local ela se resumiu a uma casa de forró brega onde pessoas de todas as partes da cidade iam na sexta a noite depois do trabalho. Parecia manada numa fuga desordenada para o outro lado da cidade pra dançar ao som de Magnificus "Amooooor, me leva faz de mim o quê quiser, me usa, me abusa..." e Matruz com leite.
Lá, podíamos ver muitas senhoras com o nome de Lúcia que tinham muito fogo no rabo. Algumas sem dentes se achando as divas de alguma coisa que eu nem quero saber, dançam e fazem boquinha sensual murcha imendando um rebolado tremendamente medonho com os passinhos de chacretes, que para ela é sexy. Com algo semelhante a dança do acasalamento do peixe-eletrico, usavando lápis de olho forte borrado, combinando o figurino com uma calça entuchada que não dava pra diferenciar a calica da bunda, finalmente conseguem pegar o caminhoneiro mais fubá que existe ali e  numa total falta de senso do rídiculo, no dia seguinte vai trabalhar e diz para todas as pessoas do trabalho que ficou com um cara de vinte anos e que ele não pára de ligar no celular dela.
Não contente com todo esse enredo assustador, ainda querendo ser a gostosona tenta fazer um gráfico de comparação com as demais jovens do seu ambiente de trabalho, só que ninguém liga, todos sabem a verdade.
Voltando ao assunto...
Mas, antes mesmo de falar da festa, tenho que dizer que passamos duas horas e meia dentro do carro, saimos da casa às 8h30 e chegamos no local às 11h00 e o local não demorava mais de vinte minutos. Deixo claro que isso não aconteceu devido lerdeza ou algo do tipo, foram os contratempos e desencontros.
Dessa festa eu posso dizer uma coisa: Americano é um bicho tremendamente esquisito que dança pior que eu...por algumas horas eu fiquei feliz por não ser a única que precisa assistir aulas de zumba e evoluir nos passinhos da dança. Tinha uma moça fantasiada de Avatar com um rabo enfiado no rabo, mas não teve nada mais de interessante além disso.
Doces ou travessuras? Oi? Pode ser dinheiro já que não dá para propor qualquer tipo de outra travessura com os habitantes de lá. Infelizmente, algumas pessoas de Seattle esqueceram de passar na fila da beleza. As meninas sempre me diziam que Seattle é lugar de gente estranha - perdendo, claro, para Vegas - mas eu não imaginava como seria uma cidade dessa.
Até cheguei a comentar com a Deza que as pessoas ficam mais bonitas no Halloween quando estão fantasiadas e que não deveriam tirar a fantasia nunca.
Dia de ir embora, segunda-feira peguei o caminho da roça e desembarquei em SFO. Mais uma vez, eu me ferrei.
Eu, mão de vaca do jeito que eu sou, decidi não pegar um shuttle para chegar em casa. Meu plano infalível era pegar um táxi até o centro de SFO e de lá, pegava um ônibus para casa. Ideia genial pra tomar no toba pela enésima vez. Eu deveria era parar de tentar fazer planos quando estou em SFO.
O preço do Shuttle era 50 dolares e me deixava na porta de casa, mas eu acho um absurdo pagar isso. Vai eu toda pompoza "Taxiiiiiiii", entro e peço " Seventh avenue, transit center" Aaaaaaadivinha? O preço do táxi saiu o mesmo preço do Shuttle que me deixaria na porta da casa.
PUTA QUE PARIU, Joyce! Eu fiquei com tanta raiva de mim que eu deveria praticar sessões de auto flagelação para cada burrice, amarrar lâminas na ponta de uns dez cadarços e mandar ver nas minhas costas ou então botar fogo no corpo e apagar com gasolina.Eu não acreditei o quão eu fui asno, burra, toupeira. Nem loira consegue chegar nesse grau de burrice, nem que ela use água oxigenada volume 100.
Assim que eu cheguei, descobri que os meus hosts estão indo para a Etiópia assinar a papelada para pegar a Lola, a quinta criança a vir para esta casa e para os braços dessa aupair e me falaram assim: "Joyce, eu e P. vamos para a Etiopia dia 13/11 e voltamos daqui dez dias, não vamos levar as crianças mas você terá ajuda da minha mãe que estará sempre por perto" Whaaaaaaaaaaaaaat? Acrescenta aí no salário, auxílio funeral, adicional periculosidade, seguro de vida e um bom convênio saúde, certo? Certo o cacete. Estou tentando adivinhar quais são os planos dessas crianças contra mim. O jantar será picadinho, Joyce bem picadinha que é pra dificultar no reconhecimento do corpo.

Ainda falando em kids. Depois de voltar do futebol do caçula, ainda no carro, em uma das milhares paradas de STOP que tem por aqui, eis que passa um cara lindo de morrer na frente do carro e eu como tenho a mania de acompanhar com os olhos e com o rosto ( nem disfarço) esqueci completamente que o pequeno estava comigo no carro e imendo numa sucessão de frases "Oi, oi, passa aqui de novo...Eita isso lá na minha humilde residência, hein". Olhei para o retrovisor e vejo o pequeno me olhando com uma cara brava e me dizendo "Tá safadinhO, hein Joyce. Você vai ter castigo"

Ainda estou na luta para tirar a minha habilitação aqui, depois de muito tentar fazer o meu cadastro, as provas são os meus problemas. Problema maior eu criei nessa quinta-feira quando estava indo para fazer uma das provas.
Peguei o carro e fui abastecer. Os postos de gasolina daqui são todos self service, ou seja, eu abasteço e o pagamento é todo feito na bomba de gás.
Sai do carro com a carteira que estava o dinheiro para eu pagar os meus testes, cerca de 60 dólares, tirei o cartão para pagar e deixei a bolsa em cima do carro. Entrei no carro e vida que segue. Depois de cinco minutos andando me dei conta da maior das panguazices que um panguá pode cometer. Deixei a carteira em cima do carro e dirigi, meu, quem é que faz um troço desses? o/...Claro, parei o carro imediatamente pra conferir se a carteira ainda estava lá depois de duas curvas ( sonho meu).
Pra desespero, estavam todos os meus documentos brasileiros e o dinheiro, claro. Passei o dia rodando os comércios perguntando se alguém tinha deixado algo por lá. Depois de muito chorar e espernear eu desencanei e a primeira ação foi ir ao banco cancelar o meu cartão e pedir outro.
Recebo a ligação do banco dizendo que minha carteira foi encontrada por uma pessoa e que estava em San Rafael, uma cidade vizinha e me disseram que eu poderia buscar a minha carteira.
A noite, recebo uma ligação na casa, do cara que achou e que me entregaria no dia seguinte.
O cara abriu a minha bolsa e viu que tinha um cartão de uma loja brasileira e decidiu ligar pra saber se alguém me conhecia, não obtendo sucesso, ligou para o meu banco que me ligou imediatamente mas ele decidiu entregar pessoalmente.
Recebi de volta a bolsa com os meus pertences dentro, INCLUINDO O DINHEIRO, igualzim no Brasil, boba! Estavam os cartões quebrados, menos o cartão do banco, só porque eu cancelei.

Essa semana bateu o espírito de menina boba em mim, mas eu não posso contar, é muito pessoal..ha ha



Algumas fotos...



Deza ( Alice), Mari e eu.

O atrativo da minha fantasia era o chapeuzinho de presidiário, mas não tinha espaço para colocar devido ao tamanho ocupado pelo cabelo.


















Festa!














Logo atrás, o dono da festa e um panguá.
Essa é a mostra de que os rapazes de Seattle não são bonitos, alguns como esse de vermelho tem cara de Gordon.



















Essas pessoas deslumbradas que nunca viram uma quantidade enorme de folhas caidas é fogo...




















Fofinho, pena que não consegui pegar de frente.














Exibido por parte de pai e mãe.



















E do outro lado da rua...
















Precisa de legenda?















Ui, tô com um puta medo de você, hein!





















Cotoco de gente pensando que é o malvadão... sim, ele é muito malvado, me deixou apaixonada.

About me (por Tom)

Joyce Galindo é uma semi-balzaquiana ( não existe SEMI neste caso), melhor dizer que sou uma velha de e tenho 28 anos, carioca com sotaque paulista( meu). Exigente por defeito genético, tentou passar na fila da exigência mas vezes, como não deixaram, ela foi buscar os seus direitos no atendimento ao consumidor. Chata pra cacete e detesta quando as pessoas usam o "Mim" antes do verbo, tendo até mesmo coragem de corrigir quem quer que seja em qualquer situação ( não é bem assim), deixo de lado os comentários que ela faz quando alguém "está tendo que usar o gerúndio". Já fez campanhas na empresa para o " Bom uso e emprego da palavra Literalmente", literalmente falando é díficil de aguentar (ops, empreguei a palavra errada, foi?).

É Formada em Marketing, decidiu ser aupair. O motivo? Segundo o que ela diz " Experiência Internacional, além de ser um MEGA up na carreira, é chique" - Mentira dela, na verdade ela sabe que os "mano pira nas mina poliglota"

E para muitos e principalmente para mim os motivos são:

" Essa daí? É louca de pedra por parte de pai e mãe" - Ana Paula

" Non-sense total" - Rafael

" Ela vai comprar Victoria Secrets e Guess mais barato que eu?!" - Paulão (what?!?! O.o).

"Agora que ficou internacional vai ficar díficil de aguentar, ela vai me corrigir no inglês também?" (vc ainda tem dúvida?) - Fábio R.


Vamos ver como é que ela vai voltar dessa MEGA expêriencia.




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