Voltei à S.Francisco no dia de domingo.
Ah, nada como acordar bem cedinho, ao meio-dia, ter o dia de folga, ir para San Francisco e se perder.

Eu acho que já comentei aqui o fato de Mill Valley só ter mexicanos, pois então, de tanto eu não aguentar mais ver mexicanos e derivados, hoje comecei a ver coisas diferentes, os Filipinos...rs
Eu reparei que quando se encontra uma pessoa de nacionalidade diferente na California é só olhar no rabo que atrás vem mais gente igual.
Fui às compras, mas não pra supérfluos, vou passar um mês na região de Lake Tahoe e precisei comprar casaco e luva. E onde eu entrei? Em uma loja em que todos os funcionários são filipinos.
E procurando roupas me deparo com a sessão de jeans e uma etiqueta começa a brilhar, piscar e me chamar, era o Calvin Klein, um jeans mega transado por USD 5.99, isso mesmo cinco e noventa e nove, meu número, fui provar, e o CK se esqueceu só que a minha panturrilha não é fina, enfim, não levei.

Estava muito frio em SF, cerca de quinze graus ( Celso, você se esqueceu de colocar o simbolo que representa a unidade de grau no meu teclado), e a cada esquina que eu chegava o meu black power tomava uma porrada do vento, resultado disso foi um cabelo maior do que o black power de qualquer integrante do Jackson's Five, como se isso não bastasse eu fui zoada pelo motorista que faz a linha de Mill Valley (ele já me conhece), assim que subi no bus ele olhou pra mim e disse: " Oh my goodness! The hurricane is near here?". Eu dei aquele sorriso amarelo e disse " I didn't know California had hurricanes" e tentando colocar o cabelo pra dentro do bus.

Uma coisa interessante que aconteceu nessas duas vezes que fui à SF.
Da primeira vez que eu fui, estava com muita dó de ter que pagar o bus com nota de vinte dólares, quando estou saindo de casa, na outra esquina eu olho para o chão e acho uma nota de cinco dólares (Obrigada, Deus), é claro que eu andei mais para trás pra ver se achava mais algum, e eu sou besta?
Ontem, eu estava dentro do bus, e na penúltima parada o motorista foi verificar uma porta que estava travando, e ele achou uma nota de um dólar, ele me deu porque como motorista ele não pode pegar nada que é perdido dentro do ônibus, ok, já que ele insiste a nota é minha (tem uma cam no teto do bus).

Aqui em Mill Valley é uma coisa incrível, se alguém perde algo na rua ninguém pega e deixam no lugar que está porque o dono va voltar pra pegar. Ok, dá bobeira e deixa dinheiro jogado na rua pra ver, vai sonhando.

Disse no post anterior que eu tinha feito brigadeiro e isso me lembra comida brasileira, e comida brasileira não pode faltar feijão.
Só pra constar que estou aqui desde o dia três de maio e até agora eu não vi a cara e nem cheiro do bendito feijão.
Eu fui criada a base de feijão preto (familia carioca), e em casa de preto, feijão branco não entra, no way.

Se lembram que no post anterior comentei sobre uma amiguinha da N. passar a noite aqui, pois bem.
Coloquei as crianças no banho, fiz o jantar e JJ e N estavam comendo quando às 18h45 me chega a mãe da bendita menina (detalhe, bem no meio do jantar) e foi aquela fuzaca de alegria por ver a amiguinha.
A menina entra na casa, só tem quatro anos, toda séria, falava de um jeito adulto e não com empolgação de criança, N contava uma coisa super legal e ela respondia de um jeito seco (filha única).
Coloquei macarrão pra menina, ela olha com uma cara de nojo e diz " I don't eat pasta and cheese", " Do you like rice, A.?" Fiz o arroz pra ela, e depois ela me disse que só comia arroz de procedência americana e que aquele era da Indonésia. ( alô, dá pra senhora trazer caviar com um champagne de mil dólares pra sua filha?Ela está com fome).
Na hora de dormir foi outra novela. Oito horas da noite ainda é claro, ela olhou pra minha cara e disse que não conseguia dormir com luz no rosto.
Pedi pra pequena trocar de cama e sai do quarto, uma hora depois vem N me chamando dizendo que ela estava com medo de dormir no escuro porque só dava pra ela ver os olhos do ursinho dele, não conseguia ver a boca dele e os olhos assustavam a madame , ops, a princesa e me pediu que deixasse o quarto com  luz meio tom abaixo.
Se ela me torrasse mais um pouco ela ia ficar com meio tom abaixo da cabeça porque eu ia jogar aquela menina pra fora de casa.