Decidi voltar a escrever no blog novamente. 
Muita coisa aconteceu desde outubro/12 quando decidi parar de atualizar.

Vamos aos fatos:

Morei seis meses na Europa, viajei um pouco e não estava feliz com a escolha que eu fiz. Durante todos os dias desses seis meses eu me arrependi demais de ter deixado os EUA, os amigos, as paisagens lindas e principalmente meu namorado.  Nesse período, eu não consegui superar a despedida. Foi dolorido eu ter que entrar no carro e deixar ele chorando do lado de fora. Tá, eu também chorei, e só para constar, eu choro toda vez que eu me lembro da despedida. Também foi o período de muita solidão, embora eu morasse em uma casa cheia de gente, aqueles não eram a minha gente.

Voltei ao Brasil dia 18/12/12, revi parentes, amigos, e foi muito bom se sentir confortável em casa novamente, ver a carinha de todos os parentes, alguns vizinhos e amigos, dos meus pais e irmãos, comer o jiló que minha mãe preparou na noite que eu cheguei. 

Com o passar do tempo, eu fui vendo que não era ali que eu queria voltar a viver. A saudade de viver nos Eua ainda estava gritando dentro de mim, mesmo depois de sete meses fora. 
Para eu voltar para os EUA, eu tinha que primeiro montar um enorme quebra-cabeça que incluia, pegar um novo visto, o que não seria fácil pelo fato de eu ter passado mais de dois anos fora do Brasil, e o consulado entende isso como "pessoa sem vínculo com o Brasil", outra coisa difícil era achar o trabalho e um lugar para morar. E nenhuma dessas coisas estavam conectadas. Eu poderia ter o visto, mas o trabalho poderia demorar muito.

Eu estava muito desacreditada que alguma dessas coisas poderia dar certo, mas se eu não tentasse, eu teria esse arrependimento martelando na minha cabeça. Tentei o visto e ele saiu, bom, pelo menos já tenho alguma coisa adiantada.
De repente, veio um nome na minha cabeça, e minha consciência não me deixava em paz e me mandava ligar para essa pessoa e perguntar sobre trabalho.
Liguei, perguntei. Ela me disse que saiu do trabalho dela, e que o empregador já estava no processo de substituição com uma outra pessoa, só faltavam ajustar alguns pequenos detalhes que dificilmente daria errado. 
Fiquei triste, porque era a única chance que eu tinha de arrumar um trabalho por indicação.
Uma semana se passou e ela me ligou novamente me dizendo que o aqueles pequenos ajustes de detalhes deu tudo errado e que a pessoa teria que voltar para o Brasil e que ela já mandou um e-mail falando sobre mim.
No dia seguinte o empregador me liga -  ele já me conhecia por sinal - e tcha-ran - Ok, Joyce, quando vc pode vir? O emprego é seu. Quando vc pode vir? Voltei para os Eua um mês depois de ter chegado ao Brasil.