Blogando a vida de Au Pair

E a vida continua uma caixinha de surpresas.

Quando eu comecei esse blog, em Maio de 2010, eu pedi para que Tom fizesse o meu " About me", pois a tarefa de auto descrição é muito difícil, especialmente quando se trata de Euguém tão unique e fenomenal.

Tom então deu o seu toque, e se você não teve a chance de ler, eis aqui:

"Joyce Galindo é uma semi-balzaquiana ( não existe SEMI neste caso), melhor dizer que sou uma velha de e tenho 28 anos, carioca com sotaque paulista( meu). Exigente por defeito genético, tentou passar na fila da exigência mas vezes, como não deixaram, ela foi buscar os seus direitos no atendimento ao consumidor. Chata pra cacete e detesta quando as pessoas usam o "Mim" antes do verbo, tendo até mesmo coragem de corrigir quem quer que seja em qualquer situação ( não é bem assim), deixo de lado os comentários que ela faz quando alguém "está tendo que usar o gerúndio". Já fez campanhas na empresa para o " Bom uso e emprego da palavra Literalmente", literalmente falando é díficil de aguentar (ops, empreguei a palavra errada, foi?).

É Formada em Marketing, decidiu ser aupair. O motivo? Segundo o que ela diz " Experiência Internacional, além de ser um MEGA up na carreira, é chique" - Mentira dela, na verdade ela sabe que os "mano pira nas mina poliglota"

E para muitos e principalmente para mim os motivos são:

" Essa daí? É louca de pedra por parte de pai e mãe" - Ana Paula

" Non-sense total" - Rafael

" Ela vai comprar Victoria Secrets e Guess mais barato que eu?!" - Paulão (what?!?! O.o).


"Agora que ficou internacional vai ficar díficil de aguentar, ela vai me corrigir no inglês também?" (vc ainda tem dúvida?) - Fábio R.


Vamos ver como é que ela vai voltar dessa MEGA expêriencia."


E eis aqui alguns updates: 
Nada mudou, continuo chata pra cacete, e recentemete adotei a filosofia " Não sou obrigada"
Literalmente ainda continua sendo mal usada, inclusive por mim. 
Sim, os mano pira nas mina poliglota...
Sim, louca de pedra por parte de pai e mãe e vou te dizer mais: Fica pior quando dos 30 e adiante!
"Non-sense Total": O correto seria Total Non sense.
VS e Guess não me representam.

Muitos estavam curiosos pra saber como eu voltaria dessa experiência...pois é, eu continuo experimentando e não voltei.

Bom, esse post foi só para dizer que estou com saudades de escrever. E também para anunciar um novo Brog, ou videobrogui para contar a minha nova saga para os próximos dez meses que é (tchan-tchan) a cerimônia do meu casamento. 
Sim, sim, tá todo mundo feliz com o meu noivado. Minha mãe já tá no segundo round na escadaria da Penha de joelhos, e ela disse que não pára até o casório sair.

Decidi voltar a escrever no blog novamente. 
Muita coisa aconteceu desde outubro/12 quando decidi parar de atualizar.

Vamos aos fatos:

Morei seis meses na Europa, viajei um pouco e não estava feliz com a escolha que eu fiz. Durante todos os dias desses seis meses eu me arrependi demais de ter deixado os EUA, os amigos, as paisagens lindas e principalmente meu namorado.  Nesse período, eu não consegui superar a despedida. Foi dolorido eu ter que entrar no carro e deixar ele chorando do lado de fora. Tá, eu também chorei, e só para constar, eu choro toda vez que eu me lembro da despedida. Também foi o período de muita solidão, embora eu morasse em uma casa cheia de gente, aqueles não eram a minha gente.

Voltei ao Brasil dia 18/12/12, revi parentes, amigos, e foi muito bom se sentir confortável em casa novamente, ver a carinha de todos os parentes, alguns vizinhos e amigos, dos meus pais e irmãos, comer o jiló que minha mãe preparou na noite que eu cheguei. 

Com o passar do tempo, eu fui vendo que não era ali que eu queria voltar a viver. A saudade de viver nos Eua ainda estava gritando dentro de mim, mesmo depois de sete meses fora. 
Para eu voltar para os EUA, eu tinha que primeiro montar um enorme quebra-cabeça que incluia, pegar um novo visto, o que não seria fácil pelo fato de eu ter passado mais de dois anos fora do Brasil, e o consulado entende isso como "pessoa sem vínculo com o Brasil", outra coisa difícil era achar o trabalho e um lugar para morar. E nenhuma dessas coisas estavam conectadas. Eu poderia ter o visto, mas o trabalho poderia demorar muito.

Eu estava muito desacreditada que alguma dessas coisas poderia dar certo, mas se eu não tentasse, eu teria esse arrependimento martelando na minha cabeça. Tentei o visto e ele saiu, bom, pelo menos já tenho alguma coisa adiantada.
De repente, veio um nome na minha cabeça, e minha consciência não me deixava em paz e me mandava ligar para essa pessoa e perguntar sobre trabalho.
Liguei, perguntei. Ela me disse que saiu do trabalho dela, e que o empregador já estava no processo de substituição com uma outra pessoa, só faltavam ajustar alguns pequenos detalhes que dificilmente daria errado. 
Fiquei triste, porque era a única chance que eu tinha de arrumar um trabalho por indicação.
Uma semana se passou e ela me ligou novamente me dizendo que o aqueles pequenos ajustes de detalhes deu tudo errado e que a pessoa teria que voltar para o Brasil e que ela já mandou um e-mail falando sobre mim.
No dia seguinte o empregador me liga -  ele já me conhecia por sinal - e tcha-ran - Ok, Joyce, quando vc pode vir? O emprego é seu. Quando vc pode vir? Voltei para os Eua um mês depois de ter chegado ao Brasil.



Over.

Está chegando ao fim as minhas postagens de bordo.

Está na hora de encerrar, né. Não por falta de tempo ou preguiça, e sim por ciclos. Alguns ciclos precisam fechar para dar abertura aos outros.

Continuo na Bélgica, e posso dizer que tenho um número de viagens considerável, mas com algumas frustrações. Uma delas é o fato de que ir para a Grécia nessa época está complicado por causa dos protestos.

Depois de Paris, passei uma semana em Madri, depois passei um mês em Chamonix ao pé do Mont-Blanc.
Brugge e Amsterdam foram os meus lugares favoritos, muitas fotos, muita paisagem linda.
Liverpool e Manchester estavam chuvosas, mesmo assim a atmosfera era agradável.
Por incrível que pareça, a sessão de micos que sempre acontecia comigo nos EUA não tem ocorrido. Vamos combinar que não fica bem uma senhora de 29 anos.

Muitas outras viagens programadas, claro, não vou explorar todos os lugares da Europa. Vou deixar um pouco para a Lua de Mel.

Algumas fotos. Câmbio e desligo.











About me (por Tom)

Joyce Galindo é uma semi-balzaquiana ( não existe SEMI neste caso), melhor dizer que sou uma velha de e tenho 28 anos, carioca com sotaque paulista( meu). Exigente por defeito genético, tentou passar na fila da exigência mas vezes, como não deixaram, ela foi buscar os seus direitos no atendimento ao consumidor. Chata pra cacete e detesta quando as pessoas usam o "Mim" antes do verbo, tendo até mesmo coragem de corrigir quem quer que seja em qualquer situação ( não é bem assim), deixo de lado os comentários que ela faz quando alguém "está tendo que usar o gerúndio". Já fez campanhas na empresa para o " Bom uso e emprego da palavra Literalmente", literalmente falando é díficil de aguentar (ops, empreguei a palavra errada, foi?).

É Formada em Marketing, decidiu ser aupair. O motivo? Segundo o que ela diz " Experiência Internacional, além de ser um MEGA up na carreira, é chique" - Mentira dela, na verdade ela sabe que os "mano pira nas mina poliglota"

E para muitos e principalmente para mim os motivos são:

" Essa daí? É louca de pedra por parte de pai e mãe" - Ana Paula

" Non-sense total" - Rafael

" Ela vai comprar Victoria Secrets e Guess mais barato que eu?!" - Paulão (what?!?! O.o).

"Agora que ficou internacional vai ficar díficil de aguentar, ela vai me corrigir no inglês também?" (vc ainda tem dúvida?) - Fábio R.


Vamos ver como é que ela vai voltar dessa MEGA expêriencia.




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